O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou nesta sexta-feira (1º) as avaliações contra Cuba. O governo americano afirma que o país representa “uma ameaça extraordinária” à segurança nacional. O decreto presidencial determina novas punições econômicas. A medida contra os bancos estrangeiros que mantêm relações com o governo cubano. O texto também impõe restrições migratórias mais rígidas.
O governo dos Estados Unidos incluiu novos alvos nas avaliações. A lista abrange indivíduos ligados aos setores de energia e mineração. O decreto cita pessoas associadas ao aparelho de segurança do país e menciona suspeitas de corrupção e “graves expostas dos direitos humanos”.
O ato inclui medidas contra países parceiros. O governo americano ameaçou aplicar tarifas a nações que proporcionam petróleo a Cuba e alguns fornecedores reduziram ou interromperam os envios. Com a escassez de combustível, Cuba registra pagamentos e limitações no transporte. As companhias aéreas reduziram voos para a ilha.
As novas medidas ampliam a política adotada neste ano. Desde janeiro, os Estados Unidos restringiram o envio de petróleo para a ilha. Os Estados Unidos cobram abertura econômica do país e desligam indenizações por bens expropriados após a revolução liderada por Fidel Castro. Washington também pede eleições “livres e justas”.
Cuba convoca ato em Havana e critica novas avaliações dos EUA
O anúncio do governo americano ocorre no mesmo dia de uma manifestação em Havana. O governo cubano convocou o ato em frente à embaixada dos Estados Unidos. As autoridades mobilizaram trabalhadores do setor público e membros do Partido Comunista de Cuba (PCC).
O governo cubano afirma que centenas de milhares participaram. O ato defendeu a soberania do país e criticou as avaliações.
“O governo dos Estados Unidos se alarma e responde com novas medidas coercitivas unilaterais ilegais e abusivas contra Cuba”, escreveu no X o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez.

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