O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos podem intervir no Irã, caso o governo “atire e mate violentamente manifestantes pacíficos” que protestam desde o início da semana contra o agravamento da situação econômica do país.
“Os Estados Unidos da América virão em seu resgate. Estamos prontos para agir”, escreveu Trump na Truth Social nesta sexta-feira (2).
Os protestos no Irã tiveram início no domingo (28), quando comerciantes se uniram para reclamar da grave crise econômica nacional, marcada pela desvalorização da moeda local e pelo aumento dos preços, situação que é agravada pelas sanções internacionais e pelo envolvimento do país em conflitos, como a guerra de junho contra Israel.
Com a adesão dos estudantes, os atos, que começaram em Teerã, ganharam força e se espalharam para outras regiões do país. As manifestações foram violentas na quarta-feira (31), após confrontos com a polícia.
Segundo informações oficiais divulgadas na quinta-feira (1º) por observatórios de direitos humanos, pelo menos sete pessoas já morreram no contexto das manifestações, considerando pela imprensa internacional as maiores desde 2022, desencadeadas pela morte da jovem Mahsa Amini, acusada de descumprir o código de vestimenta do país, que obriga o uso do hijab (véu islâmico).
O chefe da Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, respondeu a ameaça de Trump por meio de uma postagem no X. Ele escreveu que “Trump deveria saber que a interferência dos EUA nessa questão interna significaria desestabilizar toda a região e destruir os interesses americanos”. Larijani acrescentou que o presidente americano “deu início a esse aventureirismo” e que os EUA “devem se preocupar com a segurança de seus soldados”.
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