
O presidente Donald Trump renovou as ameaças contra o Irã, caso o regime não abandone a retórica prejudicial e chegue a um acordo no prazo de dois meses estipulado com os EUA.
O governante republicano prometeu “terminar o trabalho” no país persa, referindo-se aos ataques realizados em parceria com Israel. As declarações surgem após manifestações de radicais iranianos durante a procissão fúnebre do ex-líder supremo do Irã Ali Khamenei e de seus parentes que foram mortos por bombardeios em fevereiro. Alguns chegaram a pedir a morte de Trump.
As negociações indiretas realizadas entre delegações americana e iraniana foram concluídas na semana passada, sem sinais de avanço para uma paz estreita. Os países concordaram no último dia 17 com um memorando de entendimento que cumpriu um prazo de 60 dias para discutir uma possível conclusão da guerra em meio a um cessar-fogo.
A próxima rodada de negociações técnicas entre os EUA e o Irã está agendada para acontecer no próximo sábado (11), segunda informações da imprensa paquistanesa, citando fontes diplomáticas. De acordo com o jornal Dawn, há dois locais possíveis para as negociações técnicas: Islamabad e o resort de Bürgenstock, na Suíça.
A previsão é de que as delegações discutam nesse período alguns pontos de discordância que ainda não avançaram entre as partes, sendo o mais importante deles o programa nuclear iraniano.
A última rodada de negociações de alto nível ocorreu no complexo de Bürgenstock, com mediação do Catar e do Paquistão, para estabelecer um roteiro para um acordo mais amplo sobre o programa nuclear iraniano, a interrupção das avaliações, a segurança marítima e a desescalada regional.










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