
O Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia autorizou nesta terça-feira (23) o governo do presidente Donald Trump a ampliar o processo de deportação acelerada de imigrantes em todo o território dos Estados Unidos. A decisão permite que as autoridades de imigração utilizem o processo de deportação acelerada contra estrangeiros detidos em qualquer parte dos Estados Unidos que não consigam comprovar residência contínua no país por pelo menos dois anos.
Segundo a Reuterso tribunal decidiu por 2 votos a 1 derrubar uma decisão de agosto de 2025 que havia bloqueado a política migratória do governo Trump. A regra permite que os imigrantes sejam retirados do país rapidamente sem passar por uma audiência completa diante de um juiz de imigração.
O processo de deportação acelerada foi usado há quase três décadas principalmente contra imigrantes detidos na fronteira. Em janeiro de 2025, porém, o governo Trump, de volta ao poder, ampliou o alcance da medida para estrangeiros que foram incluídos em qualquer parte dos Estados Unidos.
A política se aplica a pessoas que não conseguem demonstrar que vivem nos EUA há pelo menos dois anos. Na prática, os agentes de imigração poderão iniciar o processo de expulsão acelerada mesmo contra imigrantes detidos em regiões distantes da fronteira sul, por onde entram a maior parte dos ilegais.
A representação de uma decisão de vitória para a agenda migratória da Casa Branca. Segundo a Reuterso juiz Justin Walker, indicado por Trump, afirmou que o governo estava autorizado a expandir a deportação acelerada “até o limite máximo permitido pelo Congresso”.
Walker também avaliou que a política não retira dos estrangeiros uma oportunidade significativa de serem ouvidos. Ele argumentou que os imigrantes receberam aviso de que foram apresentados no procedimento de deportação acelerada e contestar a medida, inclusive podem apresentar provas de permanência contínua nos EUA por dois anos.

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