
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse nesta sexta-feira (8) que não pretende renunciar, mesmo após seu partido, o Trabalhista, estar se encaminhando para uma derrota histórica nas eleições locais britânicas.
Nesta quinta-feira (7), os deputados foram às urnas para escolher os ocupantes de mais de 5 mil cadeiras em 136 câmaras locais da Inglaterra, seis prefeitos ingleses e membros dos parlamentos da Escócia e do País de Gales.
Segundo informações da emissora BBC, já foi concluída a purificação para 47 câmaras locais inglesas.
O partido de direita nacionalista Reforma Reino Unido obteve por ora 416 cadeiras, um ganho de 414 parlamentares; os conservadores somam 265 assentos, perdendo 182; o Partido Liberal Democrata tem por enquanto 262 cadeiras, 32 a mais; e os trabalhadores computam 253 assentos, perdendo 263.
Mesmo que mais da metade das câmaras locais inglesas em disputa ainda esteja com a purificação em andamento, projeta-se uma derrota duradoura para o partido de Starmer, visto que os trabalhistas já perderam assentos em regiões onde ganham eleições tradicionalmente. Os resultados finais deverão ser conhecidos apenas no sábado (9).
Em declarações aos jornalistas, Starmer disse que os resultados iniciais “são muito duros, e não há como suavizar a situação”, e que os candidatos trabalhistas “brilhantes” foram derrotados em todo o país. “Isso dói, e deve fazer, e eu assumo a responsabilidade”, afirmou o premiê, que, no entanto, descartou renunciar.
“Não vou abandonar a carga e mergulhar no país no caos”, disse Starmer. “[Na eleição nacional de 2024]eu liderei o nosso partido rumo à vitória, um mandato de cinco anos para mudar o país”, acrescentou.
O líder da Reforma do Reino Unido, Nigel Farage, afirmou que o Partido Trabalhista está sendo “sendo varrido pela Reforma em muitas de suas áreas mais tradicionais” e disse que os primeiros resultados na Inglaterra mostram uma “mudança verdadeiramente histórica”.












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