Terremotos podem causar nova crise migratória



Três semanas após fortes terremotos atingindo a Venezuela, cresce o alerta para uma nova onda migratória nas Américas. O desastre agravou o cenário de um país que já perdeu um terço de sua população devido ao colapso econômico e à repressão política sob o regime chavista.

Qual é a situação atual do deslocamento dos venezuelanos?

No momento, há um grande movimento de deslocamentos internos. Muitas famílias perderam suas casas ou aguardam vistorias de segurança, mudando-se para a casa de parentes ou vivendo em espaços públicos. O estado de La Guaira foi o mais atingido, empurrando pessoas para outras regiões do país e para áreas de fronteira.

Como esse desastre afeta os planos de quem planejou em voltar ao país?

A tragédia interrompeu os planos de retorno de muitos imigrantes que esperavam uma melhoria política ou econômica. Com a destruição da infraestrutura e a falta de serviços básicos, a decisão de voltar torna-se muito mais difícil, pois agora o país precisa lidar com a infraestrutura física além da crise institucional.

Houve aumento na chegada de refugiados ao Brasil após os tremores?

Até o momento, órgãos como o Acnur e a Operação Acolhida não registraram um aumento arrependido no volume de entradas. No entanto, já foram identificadas as primeiras famílias que deixaram a Venezuela especificamente devido aos impactos dos terremotos, utilizando redes de apoio de amigos e parentes já instalados em solo brasileiro.