Terremotos na Venezuela podem gerar nova crise migratória



Três semanas depois dos terremotos que atingiram a Venezuela, cresce a preocupação de que o país caribenho possa protagonizar uma nova crise migratória nas Américas.

Devido ao colapso econômico e à repressão provocada pelo chavismo, desde 1999, quando esse regime chegou ao poder, mais de 9 milhões de venezuelanos – um terço da população – deixaram o país, em um dos cinco maiores fluxos migratórios do planeta neste período, segundo informações da ONG Observatório da Diáspora Venezuelana.

De acordo com dados da Plataforma de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V), os países vizinhos receberam a maior parte desse fluxo, principalmente a Colômbia, onde há 2,85 milhões de imigrantes e refugiados venezuelanos, o Peru, com 1,64 milhão, e o Brasil, com 761,3 mil.

Em entrevista ao jornal El Nacionalo sociólogo Tomás Páez, presidente do Observatório da Diáspora Venezuelana, disse que, num primeiro momento, os terremotos estão provocando deslocamentos internos, com “pessoas indo morar na casa de parentes ou vivendo em espaços públicos por terem perdido suas casas ou estando aguardando vistorias para saber se podem retornar aos seus lares”.