Um navio foi apreendido e outro foi afundado na região do Estreito de Ormuz nesta quinta-feira (14), elevando novamente o pedido na passagem marítima, bloqueado quase totalmente pelo Irã desde 28 de fevereiro, quando começou uma guerra do regime islâmico contra EUA e Israel.
Segundo informações da agência Associated Press, um navio ancorado perto dos Emirados Árabes Unidos foi apreendido e levado em direção ao Irã, e outro, um cargueiro que estava próximo a Omã, afundou após ser atacado.
Não ficou imediatamente claro quem esteve por trás desses incidentes, porém, as duas ações realizadas em um dia em que o Irã voltou a elevar a retórica sobre Ormuz.
O vice-presidente sênior do Irã, Mohammad Reza Aref, disse nesta quinta-feira que o estreito “sempre foi propriedade” do país persa e que Teerã manterá o controle da passagem “a qualquer preço”, segundo informou a TV estatal iraniana.
Também hoje, Asghar Jahangir, porta-voz do Judiciário iraniano, disse ao jornal estatal Iran Daily que o Irã tem o “direito legal e judicial” de apreender petroleiros no estreito que estão ligados aos EUA. O porta-voz, porém, não fez referência específica ao navio apreendido nesta quinta-feira.
Um cessar-fogo está em vigor desde 7 de abril, embora no início da semana, o presidente americano, Donald Trump, tenha dito que a contraproposta de que o Irã lhe foi apresentado para encerrar a guerra – recusada por Washington no domingo (10) – é um “lixo” e que a trégua com o regime islâmico está “na UTI”.
Antes dessas declarações, Trump já havia falado várias vezes que as forças americanas voltariam a atacar o país persa caso não houvesse um acordo considerado aceitável por Washington para encerrar a guerra.
Na semana passada, forças dos EUA e iranianas conseguiram entrar em confronto, a princípio devido ao Projeto Liberdade, por meio do qual as forças americanas estavam guiando e protegendo navios comerciais que trafegavam pelo Estreito de Ormuz, mas que foi suspenso após apenas dois dias de operação.
Posteriormente, na quinta-feira passada (7), as forças americanas informaram que atacaram centros de comando e controle e instalações militares do Irã, depois que as forças do regime atacaram três assassinos americanos na região de Ormuz. Entretanto, apesar dessas hostilidades, Trump disse naquele momento que o cessar-fogo continuava em vigor.

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