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'Sinhá Moça', 'Rei do Gado', 'Terra Nostra': relembre novelas de Benedito Ruy Barbosa

Redação Por Redação
7 de julho de 2026
Em Celebridade, Celebridades, Cinema, Entretenimento, Eventos, Famosos, Música, TV e Cinema
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'Sinhá Moça', 'Rei do Gado', 'Terra Nostra': relembre novelas de Benedito Ruy Barbosa
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‘Terra Nostra’, ‘Sinhá Moça’: as novelas marcantes de Benedito Ruy Barbosa O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como “Pantanal” e “Terra Nostra”, morreu nesta terça-feira (7) em São Paulo. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor). Conhecido por verdadeiras sagas, o dramaturgo construiu histórias que atravessam o universo rural brasileiro, exploram a diversidade cultural – com interesse especial na imigração italiana – e apresentam amores intensos. Seu legado inclui tramas icônicas como “Meu Pedacinho de Chão” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Gado” (1996) e “Terra Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, determinação para a luta, crença em valores positivos” – como o próprio definição. O g1 separou 9 novelas para você conhecer a melhor obra de Benedito Ruy Barbosa: ‘Paraíso’ Exibida entre 1982 e 1983, a trama girou em torno da paixão entre o peão José Eleutério (Kadu Moliterno), o “Filho do Diabo”, e Maria Rita (Cristina Mullins), a “Santinha”. Eles vivem no interior em meio a lendas locais, barcos de milagres e fortes disputas políticas entre seus pais. Santinha e Zé Eleutério vivem um romance conturbado cheio de idas e boas-vindas. Após ela quase se casar com outro devido a uma promessa religiosa, ela abandona o noivo no altar para terminar nos braços de seu verdadeiro amor. ‘Cabocla’ Destaque nos anos 1970, uma novela se passa nos anos 1920, destacando a história de Luís Jerônimo (Fábio Jr.), que deixa o Rio de Janeiro para tratar uma pneumonia e acaba conhecendo e se apaixonando pela cabocla Zuca (Glória Pires). A história também destaca a forte disputa pelo poder político regional entre os influentes coronéis Boanerges (Cláudio Corrêa e Castro) e Justino (Gilberto Martinho). ‘Pantanal’ Sucesso que ganhou releitura na TV Globo em 2022, a primeira versão foi transmitida na extinta Rede Manchete. A história retrata o pecuarista José Leôncio (Cláudio Marzo) tentando se reaproximar do filho urbano, Jove (Marcos Winter), que volta ao Pantanal após anos. O rapaz, que é vegano, choca o pai rústico e se apaixona por Juma Marruá (Cristiana Oliveira), jovem arredia que carrega a lenda de se transformar em uma única vez. LEIA TAMBÉM: Veja FOTOS da carreira de Benedito Ruy Barbosa ‘Renascer’ Outra novela de Benedito Ruy Barbosa que fez sucesso nos anos 1990 e ganhou releitura em 2024. Nela, o coronel do cacau José Inocêncio (Antônio Fagundes) rejeita o filho caçula, João Pedro (Marcos Palmeira), culpando-o pela morte da mãe no parto. O abismo entre eles cresce quando o pai se apaixona e se casa com Mariana (Adriana Esteves), namorada e antigo amor de João Pedro. ‘O Rei do Gado’ Antonio Fagundes em cena de ‘O Rei do Gado’ Cida Souza/TV Globo Envolta na histórica rivalidade entre os Mezenga e os Berdinazi, a obra traz um marcante debate social sobre a reforma agrária por meio dos sem-terra. O pano de fundo é uma paixão entre o pecuarista Bruno Mezenga (Antônio Fagundes) e a boia-fria Luana (Patrícia Pillar). Ela perdeu a memória em um acidente e nem imagina que pertence à linhagem da família rival. ‘Terra Nostra’ Ana Paula Arósio em cena de ‘Terra Nostra’ Jorge Baumann/TV Globo No fim do século XIX, os jovens italianos Matteo (Thiago Lacerda) e Giuliana (Ana Paula Arósio) se apaixonaram a bordo de um navio rumo ao Brasil. Ao desembarcarem para trabalhar no café, eles se perdem e enfrentam uma jornada cheia de mentiras para se reunirem. ‘Esperança’ Mais uma novela com personagens de origem italiana, “Esperança” retrata os anos 1930, sob o impacto da Grande Depressão. Na obra, o jovem italiano Toni (Reynaldo Gianecchini) imigra sozinho para o Brasil em busca de uma vida melhor, após o pai rico de sua amada, Maria (Priscila Fantin), proibir o romance. Grávida, ela acaba obrigada a casar com outro. A história do autor que mais retratou o mundo rural nas novelas ‘Sinhá Moça’ Lucélia Santos, Marcos Paulo e Sérgio Viotti em “Sinhá Moça” Acervo No clássico da teledramaturgia exibido pela primeira vez em 1986 e ambientado no período escravocrata do Brasil, Sinhá Moça (Lucélia Santos) retorna ao interior paulista e passa a confrontar o pai escravocrata, o Barão de Araruna (Rubens de Falco). Defensora da liberdade, ela se apaixona pelo abolicionista Rodolfo (Marcos Paulo), sem saber que ele liberta escravos secretamente à noite. ‘Velho Chico’ Lucy Alves e Domingos Montagner em cena de “Velho Chico” Globo/Estevam Avellar Veiculada em 2016, foi a última novela do autor, a trama foca na disputa pela terra e pelo poder entre famílias nos anos 1960. Maria Tereza (Camila Pitanga) e Santo (Domingos Montagner) vivem um amor proibido que resulta na gravidez dela, mas o filho, Miguel, é criado por outro homem após mentiras. LEIA TAMBÉM: Benedito Ruy Barbosa relembra briga com censura na ditadura: ‘Me deixou indignado’ Trajetória O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interior de São Paulo, em 1931, e passou a infância na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos. Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou como auxiliar em uma empresa comercial, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um emprego como revisor no jornal “O Estado de S. Paulo”. Autor Benedito Ruy Barbosa João Miguel Júnior/TV Globo O gosto pela escrita levou Benedito a criar seu primeiro romance, “Fogo Frio”, que foi adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, o começo de sua trajetória como roteirista. Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras como Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu Pedacinho de Chão”, novela produzida por uma parceria da Cultura com a Globo e exibida por ambos. Cinco anos depois, assinou com a Globo, onde deu início a uma sequência de sucesso na faixa das 18h. Nessa época, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979). Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasileiro. Com o sucesso, retornou à Globo para escrever “Renascer” (1993), trama ambientada no interior baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio. Ambas seriam refilmadas décadas depois, com o roteiro de seu neto, Bruno Luperi. Com “O Rei do Gado” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas como a posse de terra e a reforma agrária. Já em “Terra Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegar ao Brasil no início do século XX. Benedito Ruy Barbosa Reprodução/TV Globo Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Chão”. Na versão cheia de núcleos da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a censura havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar. Em 2016, escreveu “Velho Chico”, ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino. A novela trouxe um debate de gerações e a disputa por terra e poder no interior do Brasil. “Antes de mais nada, uma novela precisa ter uma grande história de amor”, definiu Benedito Ruy Barbosa em depoimento ao Memória Globo. Benedito Ruy Barbosa TV Globo

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