O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (10) que este será o dia mais intenso de bombardeios no Irã desde o início da guerra. Por sua vez, segundo ele, o regime dos aiatolás está cada vez mais fraco militarmente.
“Dispararam o menor número de mísseis que já foram capazes de disparar”, disse ele aos jornalistas no Pentágono.
De acordo com o secretário do governo americano, os EUA não irão ceder na guerra até que “o inimigo seja total e decisivamente derrotado”. As declarações surgem um dia depois do presidente Donald Trump ter dadas afirmações contraditórias sobre o cronograma de seu país no Oriente Médio, dizendo ao mesmo tempo que o conflito pode terminar “em breve”, pois os EUA “já venceram de muitas maneiras”, mas “não o suficiente”. Hegseth deixou claro que a decisão final sobre o fim da guerra caberá a Trump.
EUA acusam o Irã de realizar ataques em áreas civis
De acordo com o secretário de Defesa dos EUA, o regime iraniano lançaria ataques contra as forças inimigas a partir de áreas civis, como escolas e hospitais.
“Eles disparam missões de escolas e hospitais puramente, movimentos inocentes, porque sabem que suas forças armadas estão sendo sistematicamente enfraquecidas e aniquiladas”, afirmou na coletiva. Até o momento, os militares não apresentaram relatórios com evidências sobre essas declarações, apesar do Comando Central dos EUA ter apontado o uso de munições a partir de áreas civis no Irã.
A Rússia não deve se envolver no conflito, diz secretário de Trump
Hegseth aprovou a coletiva para mandar um alerta para a Rússia, que foi apontada como uma aliada ativa do regime iraniano na guerra.
Ele foi questionado por jornalistas sobre a ligação que o presidente Donald Trump teve com o ditador Vladimir Putin no dia anterior. O secretário de Defesa referiu-se à conversa como um “apelo energético” para acabar com a guerra na Ucrânia, mas avisou que Moscou não deve se envolver no conflito atual no Oriente Médio.
Na segunda-feira, Putin expressou seu apoio à eleição de Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, na liderança religiosa e na política da nação persa. “A Rússia foi e continuará sendo um parceiro confiável da República Islâmica. Desejo-lhe sucesso nas tarefas difíceis que enfrenta”, diz uma mensagem divulgada pelo Kremlin.
Sobre uma conversa com Trump, o assessor de política internacional do Kremlin, Yuri Ushakov, disse que o ditador russo apresentou várias propostas para um rápido acordo político-diplomático para o conflito iraniano. Segundo o diplomata russo, a conversa, a primeira entre ambos os líderes desde dezembro de 2025, durou cerca de uma hora e foi “franca” e “construtiva”.
Trump, por sua vez, defendeu que Putin pode “colaborar” com o fim do conflito para encerrar a invasão à Ucrânia. “Obviamente conversamos sobre o Oriente Médio. E ele quer ajudar. Eu disse a ele: ‘você poderia ajudar mais ao terminar a guerra entre Ucrânia e Rússia’. Isso ajudaria mais. Mas historicamente uma conversa muito boa, e ele quer ser muito construtivo”, declarou Trump em entrevista coletiva em Miami, após o contato.

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