O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) divulgou um relatório sobre a investigação comercial em andamento contra o Brasil, no qual aponta práticas que falam como desleais entre os países.
Entre elas estão as cobranças sobre importações, consideradas “relativamente altas”, em uma ampla gama de setores, incluindo automóveis,
peças automotivas, eletrônicas, siderúrgicas e têxteis. A Casa Branca também fez críticas ao Pix e às falsificações de 25 de março.
“As taxas consolidadas do Brasil são frequentemente muito mais altas do que as taxas aplicadas e os exportadores dos EUA enfrentam incertezas significativas no mercado brasileiro porque o governo frequentemente
modifica as taxas tarifárias dentro das flexibilidades do Mercosul”, diz o relatório.
Segundo o governo americano, a falta de previsibilidade em relação às taxas tarifárias dificulta que os exportadores americanos prevejam os custos de fazer negócios no Brasil.
Sobre o método de pagamento instantâneo Pix, criado em 2020, o documento aponta como um obstáculo ao fato do Banco Central brasileiro “deter, operar e regular” o sistema de pagamentos.
Segundo o relatório, “partes interessadas americanas manifestaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix”.
Outra falha apontada pela Casa Branca em relação ao país é a pirataria. O documento cita especificamente a Rua 25 de março, em São Paulo, conhecido pela venda de produtos falsificados.
“O Brasil apareceu na Lista de Observação do Relatório Especial 301 de 2025. Apesar das melhorias nos últimos anos, como algumas campanhas de combate à pirataria online, os desafios de fiscalização persistem, incluindo a
ausência de fraudes dissuasivas e dos altos níveis de falsificação e pirataria online e em mercados financeiros”, diz o USTR.
Além do Brasil, outros países foram citados no relatório mais recente sobre práticas desleais cometidas contra a economia americana. No dia 13 de março, o escritório do Representante Comercial dos EUA anunciou a abertura de uma nova investigação contra o Brasil e remessas de nações.

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