Robert Mueller, ex-diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI) que liderou uma investigação sobre a suposta interferência russa na campanha eleitoral de Donald Trump em 2016, morreu aos 81 anos nesta sexta-feira, 20. O falecimento foi confirmado pela família em comunicado, sem especificar a causa nem o local da morte. Mueller foi relatado com a doença de Parkinson.
VEJA TAMBÉM:
-
Relembre: Facebook remove 652 páginas ligadas a campanhas de desinformação feitas pela Rússia e Irã
“Com profunda tristeza, compartilhamos a notícia do falecimento de Bob ontem à noite”, disse a família em nota. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu à morte em sua rede social, a Truth Social.
“Robert Mueller acaba de falecer. Bem, estou feliz que ele tenha morrido. Já não poderá fazer mal a pessoas inocentes!”, escreveu Trump.
Nova-iorquino nascido em 1944, Mueller chefiou o FBI por 12 anos, entre 2001 e 2013, e tomou posse no cargo uma semana antes dos atentados de 11 de setembro, após longa trajetória como promotor.
Em 2017, o Departamento de Justiça designou um conselheiro especial para apurar se a campanha de Trump teve contato com agentes russos para garantir a vitória do republicano nas eleições do ano anterior.
Ao final, uma investigação revelou que a Rússia contribuiu com uma ampla operação para influências sobre o pleito de 2016, com divulgação de notícias falsas e acesso indevido a e-mails de democratas, mas não encontrou provas de conspiração com a campanha trumpista.
Dois anos depois do início das apurações, Mueller prestou depoimento ao Congresso americano sobre o caso, que Trump repetidamente chamou de perseguição política.
VEJA TAMBÉM:
- Trump ameaçou colocar agentes de imigração nos aeroportos dos EUA a partir de segunda-feira
- Sem mencionar Trump, Lula tenta emplacar discurso “anticolonialista” para defensora de Cuba

Deixe o Seu Comentário