A ditadura da Rússia, aliada do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quinta-feira (15) que qualquer decisão da Justiça dos Estados Unidos que condene o chavista será “ilegal”.
Na semana passada, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram capturados na Venezuela em uma operação militar dos Estados Unidos no dia 3, se declararam inocentes das acusações a que responderam à Justiça federal americana em audiência em um tribunal federal de Nova York.
“De acordo com as normas universalmente reconhecidas do direito internacional, baseado no princípio da igualdade soberana dos Estados, Nicolás Maduro, como chefe de Estado, goza de imunidade absoluta perante a jurisdição dos Estados Unidos e de qualquer outro Estado, com exceção da Venezuela, é claro”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em entrevista coletiva.
“Portanto, mesmo deixando de lado a questão do uso ilegal da força armada, o próprio fato de seu sequestro e detenção constitui a mais grave violação das obrigações jurídicas internacionais dos Estados Unidos da América. Quaisquer decisões judiciais serão igualmente ilegais, a menos que o tribunal americano se reconecte com o direito internacional”, acrescentou a porta-voz, segunda informações da agência estatal Tass.
Maduro é acusado nos Estados Unidos de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de artilharia e dispositivos explosivos e conspiração para posse de navios e dispositivos explosivos.
Já Flores é acusado de conspiração para importação de cocaína, posse de subprodutos e dispositivos explosivos e conspiração para posse de artefatos e dispositivos explosivos.

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