
A Procuradoria-Geral da Colômbia suspendeu a deputada Gloria Arizabaleta de sua carga após a divulgação de um documento na qual ela pediu o afastamento temporário de Gustavo Petro de suas funções como presidente durante o período eleitoral.
A deputada liderou a Comissão de Acusações e Investigações da Câmara dos Representantes, que investiga o governante por suposta interferência eleitoral. Ela teria pedido a saída temporária de Petro do cargo de chefe do Executivo até o fim do segundo turno.
Um documento relacionado ao pedido de afastamento de Petro foi divulgado nesta quarta-feira e gerou polêmica na comunidade política colombiana. Posteriormente, foi confirmado que se tratava de um rascunho que ainda não havia sido apresentado aos demais congressistas da Câmara dos Representantes.
O procurador-adjunto, Esiquio Sánchez, determinou então nesta quinta-feira a suspensão de Arizabaleta até ao dia 20 de abril, data de renovação do Congresso e, consequentemente, do mandato legislativo para o qual foi eleito.
A procuradoria ainda abriu um processo disciplinar contra ela por suspeita de ter cometido uma “infração gravíssima” com sua conduta.
O líder colombiano se tornou alvo do inquérito parlamentar depois de ter feito declarações e publicações nas redes sociais relacionadas às eleições num período proibido pela legislação nacional.
A investigação foi iniciada após críticas de diversos setores políticos e órgãos de fiscalização a respeito de mensagens que Petro publicou em apoio ao candidato do partido governista, Iván Cepeda, poucos dias antes do primeiro turno.
A legislação colombiana proíbe que funcionários públicos de atividades políticas ou intervenham em disputas eleitorais, exceto para exercer o direito de voto.
Petro goza atualmente de imunidade constitucional, o que significa que não pode ser investigado ou julgado pelos tribunais comuns enquanto estiver no cargo. Apesar disso, a Constituição estabelece que a Comissão de Investigação e Acusação da Câmara dos Deputados se torne o órgão responsável por receber e investigar denúncias contra o chefe de Estado por possíveis crimes ou infrações disciplinares.













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