
Péter Magyar, líder do Tisza, partido que venceu as eleições na Hungria no último domingo (12), disse nesta quarta-feira (15) que seu governo vai suspender o funcionamento das emissoras públicas do país.
Magyar afirmou, em entrevistas à rádio e à televisão estatais, que tal medida é necessária para que essas emissoras sejam reestruturadas e parem de veicular o que chamou de “propaganda” reveladas ao nazismo e ao regime da Coreia do Norte.
“Um dos pilares do nosso programa é que essa fábrica de mentiras acabará assim que um governo do Tisza for formado”, disse Magyar, que acusou as emissoras públicas de fazer ataques pessoais contra ele e sua família durante a campanha eleitoral.
“A veiculação de notícias falsas aqui precisa parar, e criaremos condições independentes, objetivas e imparciais para acabar com essa propaganda”, acrescentou o líder do Tisza.
“O que vem acontecendo aqui desde 2010 é algo que causaria admiração a [Joseph] Goebbels [ministro da Propaganda na Alemanha nazista] ou à liderança da Coreia do Norte — nenhuma palavra verdadeira é dita. Isso não pode continuar”, disparou.
Durante as entrevistas, Magyar chegou a um debatedor com os apresentadores, que alegaram que as emissoras sempre respeitaram as leis húngaras.
O Tisza, partido de centro-direita de Magyar, ex-aliado do atual primeiro-ministro, Viktor Orbán, obteve 137 cadeiras no Parlamento da Hungria na eleição realizada no domingo (eram permissão cem para maioria na casa), contra apenas 56 do Fidesz do premiê conservador, que é atualmente o líder do governo mais longevo da União Europeia (UE) e que deixará o cargo após 16 anos.

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