O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (22) sua renúncia ao cargo que ocupa desde 2024 e a abertura de um processo interno de votação no Partido Trabalhista para escolher seu sucessor como líder da legenda – e consequentemente, como primeiro-ministro britânico.
Segundo informações da agência EFE, em pronunciamento em Londres ao lado de sua esposa, Victoria, o líder trabalhista afirmou que, há dois anos, o trabalhismo voltou ao poder após 14 anos na oposição, iniciando “um novo capítulo na história do nosso país após anos de decepção e desespero, a oportunidade de melhorar a vida de milhões de pessoas”.
“Disseram-me repetidamente que o meu partido estava acabado, que foram condenados à história, que uma maioria nas eleições gerais, muito menos uma vitória esmagadora, era impossível. Mas provamos que estavam errados, porque transformamos o nosso partido, erradicando o veneno do antissemitismo, restaurando a confiança na economia, na defesa e na segurança nacional, e nos tornando novamente um partido”, afirmou.
No entanto, Starmer afirmou que a “pergunta” que o seu partido fazia agora era se ele pudesse liderar a legenda até as próximas eleições gerais, previsões para 2029, e que tinha “ouvido a resposta”, concluindo que deveria deixar a liderança.
De acordo com informações da emissora BBC, o primeiro-ministro solicita ao Comitê Executivo Nacional do Partido Trabalhista que estabeleça um cronograma, com a abertura das nomeações para a liderança em 9 de julho e a conclusão do processo de votação até a volta do recesso parlamentar, ou seja, até setembro. Até lá, Starmer permaneceu no cargo de primeiro-ministro.
Starmer enfrentou altos índices de exclusão em pesquisas e sua continuidade no cargo se tornou ainda mais questionada após as eleições locais britânicas realizadas em maio, quando o partido de direita nacionalista Reforma Reino Unido impôs uma forte derrota aos trabalhistas. Vários membros de sua gestão renunciaram às suas cargas nas últimas semanas.
O mais cotado para substituí-lo é Andy Burnham, ex-prefeito da Grande Manchester e que na semana passada venceu uma eleição complementar para uma cadeira vaga no Parlamento britânico.
Ele anunciou hoje nas redes sociais que será candidato na votação interna dos trabalhistas. “Keir prestou um enorme serviço ao nosso país e quero agradecer-lhe pela sua liderança e dedicação durante um período tão desafiador. A sua decisão marca o início de uma transição e é importante que este processo seja demorado de forma ordenada e responsável. Vou me candidatar neste processo”, escreveu Burnham.
O líder da Reforma do Reino Unido, Nigel Farage, pediu nesta segunda-feira uma convocação de eleições gerais antecipadas no país. Ele escreveu em sua conta no X que sua legenda está preparada para promover uma “mudança radical” no Reino Unido.
“Se o Partido Trabalhista pensa que pode colocar outro profissional político no número 10 de Downing Street, está muito enganado”, disse o líder da Reforma do Reino Unido, que atualmente liderou as pesquisas de intenção de voto no país.

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