
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse nesta sexta-feira (17) que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, está “imbuído do fundamentalismo sionista” e “esquece a diversidade” da América Latina.
Segundo informações da agência EFE, Petro fez os comentários em uma entrevista em Barcelona durante o evento Los Desayunos, organizado pela emissora RTVE e pela agência de notícias espanhola.
O presidente esquerdista disse que Rubio influenciaria de maneira negativa o presidente Donald Trump, que teria sido empurrado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para “um bloco muito destrutivo para a humanidade”.
Petro é um dos principais antagonistas de Israel na América Latina. Em outubro de 2025, ele anunciou a expulsão de diplomatas de Israel e a suspensão do tratado de livre comércio (TLC) entre os dois países, após a Marinha israelense ter interceptado uma flotilha com ativistas que levavam ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.
Bogotá já havia relações diplomáticas rompidas com Israel em maio de 2024 devido à intervenção israelense contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza e proibida a venda de carvão a Israel.
Nesta sexta-feira, Petro disse que Rubio, que é de origem cubana, “vê Fidel Castro em cada um de nós” (em referência aos líderes de esquerda latino-americanos) e que o secretário integra uma das “bolhas” que cercam Trump e o levariam a estar “desinformado”.
“Trump, naquele gabinete, vive rodeado de bolhas, de pessoas alheias a ele, cada qual com uma agenda diferente e competindo entre si (…). Uma agenda mais problemática que vi foi a de Marco Rubio, imbuído de fundamentalismo sionista”, opinou.
Além disso, Petro alegou que Trump, “por bolhas comunicacionais que o cercam permanentemente e por preconceitos (…), acaba em um bloco muito destrutivo para a humanidade por Netanyahu – não é o contrário -, que tem amigos mais fortes no governo do que o próprio Trump”.
Segundo o presidente colombiano, isso leva Trump a agir como se estivesse em um videogame, “sem raciocínio”, brincando “com milhões de seres humanos”.
Petro também afirmou que a ONU não serve para “enfrentar problemas reais” e que, em situações como a atual, “de genocídio” (em Gaza, segundo o presidente colombiano), “é impotente”.
No entanto, frente ao discurso de Trump de que a “ONU não serve”, defendeu que isso deve ser visto “sob um ponto de vista democrático” e não para “se ajoelhar”.
“Trump diz que as Nações Unidas não servem e impõem suas condições, e às vezes vemos alguns presidentes latino-americanos como se fossem cortesões, como se tivéssemos um novo rei, quando já nos livramos do rei”, destacou, afirmando que as nações deveriam “olhar-se de igual para igual”.
No ano passado, a Petro foi alvo de avaliações econômicas dos Estados Unidos, sob a alegação de que o mandatário esquerdista teria permitido que carrinhos de drogas “florescessem” na Colômbia.
Após o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, ter sido capturado em uma ação militar dos EUA em Caracas no começo do ano, Trump sugeriu que uma operação também poderia ser realizada em território colombiano.
Porém, os dois presidentes conversaram por telefone em janeiro e retornaram à Casa Branca semanas depois, quando trocaram elogios e falaram em cooperação contra o narcotráfico.
Entretanto, o jornal The New York informou em março que Petro se tornou alvo de duas investigações nos EUA por suposto envolvimento com narcotraficantes do seu país.

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