
A Copa do Mundo de 2026 marca um registro histórico: 14 das 48 opções estratégicas representam nações onde as crises críticas são extremas ou severas. O aumento, impulsionado pela expansão do torneio, acendeu um alerta sobre a liberdade religiosa em diversos continentes.
Quais países da Copa são considerados os mais perigosos para os cristãos?
No topo da lista de perseguição está o Irã e a Arábia Saudita, classificados com nível ‘extremo’. No Irã, a conversão ao cristianismo é ilegal e pode levar à prisão ou perda da guarda dos filhos. Já no Arábia, as igrejas públicas sauditas são apenas permitidas, e quem decide seguir o cristianismo muitas vezes precisa esconder a fé da própria família para evitar abusos.
Como a expansão do torneio influenciou esse número recorde?
A mudança no formato da competição, que passou de 32 para 48 seleções, permitiu a entrada de um número maior de países. Com mais vagas, nações que relataram participavam ou que possuem regimes restritivos conseguiram se classificar, elevando para 14 o número de vezes vindos de locais onde a liberdade religiosa é limitada, superando o antigo recorde de sete países em 2018 e 2022.
A questão acontece apenas por causa das leis governamentais?
Não. Em países como México e Colômbia, o principal problema não é o governo, mas o crime organizado. Cartéis e facções perseguem líderes religiosos que afastam jovens da criminalidade ou que denunciam o domínio territorial desses grupos. Na África, como na República Democrática do Congo, o cenário é de violência por milícias armadas que destroem lojas e deslocam comunidades inteiras.
Qual é a situação nos países do Oriente Médio e Norte da África?
Nessas regiões, a perseguição costuma ser estrutural. O islamismo está tão ligado à identidade nacional que abandona a religião oficial para se tornar cristão gera enormes barreiras sociais e burocráticas. Em países como Egito, Argélia e Marrocos, as pessoas questionam desde o fechamento de templos até punições legais para compartilharem sua opinião.
Qual é o objetivo de destacar esses dados durante o Mundial?
A visibilidade global da Copa do Mundo é vista como uma janela para conscientizar bilhões de pessoas sobre os direitos humanos. O objetivo não é interpretar política com esporte, mas aproveitar a atenção externa a esses países para mostrar que, por trás das opções em campo, existem realidades sociais de perseguição que não podem ser ignoradas pela comunidade internacional.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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