
A França anunciou neste domingo (31) a apreensão de um novo petroleiro proveniente da Rússia e sujeito a sanções internacionais, identificado como Tagor.
O embarque foi detido em águas internacionais com a ajuda do Reino Unido e de outros parceiros da região, depois que o capitão da missão, um cidadão russo, se encontrou repetidamente a cumprir as ordens de abordagem.
O petroleiro pertence ao magnata iraniano Mohammad Hossein Shamkhani, de acordo com a base de dados Open Sanctions, que reúne informações globais sobre indivíduos e empresas sancionadas. Ele é filho de um assessor do falecido líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e está sujeito a sanções da União Europeia e dos EUA.
O navio ostentava indevidamente uma bandeira camaronesa, enquanto integrava a frota fantasma russa. Segundo as autoridades francesas, o navio Tagor seguiu de Murmansk, no noroeste da Rússia, para a África.
“É inaceitável que navios burlem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a trava Rússia contra a Ucrânia há mais de quatro anos”, declarou o presidente francês Emmanuel Macron ao falar da apreensão.
Por sua vez, a Rússia reagiu com indignação à abordagem. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou o ato como “pirataria”.
“Consideramos essas ações ilegais, que beiram a pirataria internacional. Estamos absolutamente em desacordo com as afirmações de que isso corresponde ao direito internacional”, disse o porta-voz durante sua coletiva de imprensa diária.
Peskov acrescentou que a Rússia toma medidas para garantir a protecção dos seus bens “e continuará a levar em consideração essa experiência negativa”.










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