O Kuwait acusou a Guarda Revolucionária do Irã de tentar se infiltrar no território para cometer “atos hostis” e anunciou a detenção de quatro de seus membros, após um tiroteio no qual um militar do país árabe ficou ferido.
Em comunicado, nesta terça-feira (12), o Ministério das Relações Exteriores kuwaitiano expressou sua “energia relatada pela infiltração na ilha de Bubiyan (no Golfo Pérsico) por parte de um grupo armado de elementos da Guarda Revolucionária da República Islâmica do Irã, com o objetivo de realizar atos hostis contra o Estado do Kuwait”.
A pasta detalhou que houve um confronto com as Forças Armadas Kuwaitianas antes da detenção dos suspeitos, que foram verificados em um militar ferido.
Esta é a primeira vez que o Kuwait anuncia uma infiltração em seu território de supostos membros da Guarda Revolucionária desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, travada pelos EUA e Israel contra o Irã, embora as autoridades kuwaitianas tenham denunciado ataques iranianos com drones e explosões contra seu mesmo território após a entrada em vigor da trégua, em 8 de abril.
O país que sofreu uma tentativa de infiltração disse que o episódio constitui “uma flagrante violação da soberania do Kuwait, uma grave infração do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”, razão pela qual – ressaltou – o país árabe “conserva seu pleno e direito inerente à defesa legítima”.
Por sua vez, o Ministério do Interior do Kuwait assegurou que os detidos confessaram a sua relação com a Guarda Revolucionária e que lhes havia sido encomendada a missão de se infiltrar na ilha de Bubiyan a bordo de um barco de pesca que tinha sido fretado especialmente para realizar atos hostis no território.
Durante o tiroteio, segundo a pasta, dois dos infiltrados conseguiram fugir e os detidos sofreram “medidas legais permissão de acordo com os procedimentos necessários”. O regime do Irã não se manifestou até o momento sobre as acusações.
O Kuwait, assim como outros vizinhos árabes do Irã, incluindo Bahrein e Emirados Árabes Unidos, detectou nas últimas semanas várias pessoas acusadas de espionar para a Guarda Revolucionária ou de simpatizar com as agressões iranianas, em um processo no qual chegou a retirar a nacionalidade de alguns de seus cidadãos.

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