Cotada como possível sucessora do ditador Nicolas Maduro, a líder opositora venezuelana Maria Corina Machado divulgou neste sábado (3) um posicionamento em que afirma que “chegou a hora da liberdade” na Venezuela. Ela defendeu o início “imediato” de uma “transição democrática no país”. Seu pronunciamento acontece após um ataque militar dos EUA.
No texto, ela sustenta que Maduro deve enfrentar uma “justiça internacional” por seus crimes contra venezuelanos e cidadãos de outras nações. Maduro foi levado pelos EUA e está em um navio com destino aos EUA com sua mulher, Cilia Flores, onde será julgado por acusações de narcotráfico.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada que as forças norte-americanas realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela e que o ditador Nicolás Maduro, junto com sua esposa, havia sido capturado. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que Maduro enfrentará um “julgamento criminoso” realizado nas cortes norte-americanas.
Império “da lei”
Segundo Maria Corina, diante da recusa de Maduro de aceitar a saída negociada, os Estados Unidos cumpriram a promessa de “fazer valer a lei”. A opositora afirmou ainda que o momento marca a retomada da soberania popular e nacional, com a promessa de restaurar a ordem institucional, libertar presos políticos e reconstruir o país.
No posicionamento, o dirigente destacou o resultado contestado do processo eleitoral do último dia 28 de julho e afirmou que Edmundo González Urrutia seria o “presidente legítimo da Venezuela”. Ela defendeu que ele assumisse imediatamente o mandato constitucional e fosse reconhecido como comandante em chefe da Força Armada Nacional.
Maria Corina Machado também convocou a população a permanecer “vigilante, ativa e organizada” até as conexões de uma transição democrática. Aos venezuelanos que vivem no país, peçam atenção às orientações que, segundo ela, serão divulgadas em breve por canais oficiais. Já aos que estão no exterior, ela solícita mobilização junto aos governos e à comunidade internacional em apoio ao processo de residência da Venezuela.
“Esta é a hora dos cidadãos”, afirma a opositora, que encerra a mensagem dizendo que o país “será livre” e que a luta seguirá “até o final”.

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