
A opositora venezuelana Dinorah Figuera, que deixou a Venezuela em 2021, retornou ao país nesta quinta-feira (18) após aceitar um convite do Departamento de Estado dos Estados Unidos para discutir a transição política no país.
Figuera é uma defensora da continuidade da Assembleia Nacional eleita em 2015, último Parlamento venezuelano controlado pela oposição. Ela se apresenta como chefe do que considera ser o último poder legitimamente eleito da Venezuela.
Ao chegar ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, que atende Caracas, Figuera teve reuniões com o encarregado de negócios dos EUA na capital venezuelana, John Barrett. e com Jorge Rodríguez, presidente da atual Assembleia Nacional controlada pelo chavismo. A opositora disse que o encontro fez parte de uma agenda mais ampla de conversas para organizar uma pauta de trabalho sobre a transição política no país.
De acordo com a opositora, as discussões pretendem permitir que venezuelanos e meios de comunicação tenham liberdade de expressão e contribuam para “diminuir as diferenças”.
Figuera viveu exilado na Espanha depois de deixar a Venezuela em 2021. Antes disso, chegou a permanecer asilado na Embaixada da França em Caracas. Em entrevista à agência EFE em 2023, ela afirmou que buscou asilo e depois exílio após denunciar a morte do vereador Fernando Albán, opositor que morreu em 2018 enquanto estava sob custódia do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional, então controlado pelo regime de Nicolás Maduro.
O opositor foi nomeado em janeiro de 2023 presidente da Assembleia Nacional eleito em 2015, apesar do período legislativo do Parlamento ter terminado em janeiro de 2021. Os membros reuniram o Parlamento ativo e exilados no exterior.
No passado, Figuera e outros deputados opositores chegaram a acusações serdas pela promotoria venezuelana, controlada pelo chavismo, de crimes como usurpação de cargos, traição à pátria, legitimação de capitais e associação ilícita.
O retorno da oposição à Venezuela ocorre em meio a uma nova fase de articulação política no país. Em abril, ela se reuniu com Michael Kozak, subsecretário de Estado dos EUA para Assuntos do Hemisfério Ocidental, que atuou como presidente da Assembleia Nacional de 2015 e tratou com ela de caminhos para uma “transição democrática estável, ordenada e consolidada”, segundo noticiou a EFE.
O jornal El País Informaram que os Estados Unidos apoiaram o retorno de Figuera como parte de uma tentativa de abrir uma nova frente de diálogo com o chavismo sobre uma política de transição na Venezuela. Segundo a publicação, a iniciativa ocorre em um momento em que Washington busca negociar pontos como a renovação de instituições e a construção de uma saída política para a crise venezuelana.










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