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ONU aprova reforma financeira para evitar colapso nas operações

Redação Por Redação
30 de junho de 2026
Em Entretenimento
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ONU aprova reforma financeira para evitar colapso nas operações
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta terça-feira (30) uma reforma financeira temporária para tentar melhorar a liquidez da organização e evitar um “colapso” nas operações. A medida altera, por quatro anos, uma regra que obrigava as Nações Unidas a devolver ou compensar os Estados-membros por recursos não utilizados, mesmo quando o dinheiro prometido pelos países ainda não havia sido recebido.

Segundo a ONU, a mudança foi aprovada após recomendações do Quinto Comitê da Assembleia Geral, responsável por temas administrativos e orçamentários. A decisão ocorre em meio a uma grave crise de caixa provocada por atrasos no pagamento das contribuições obrigatórias dos governos, o que tem afetado contratações, missões de paz e ações humanitárias.

De acordo com a ONU, a regra antigamente intencional que valores não gastos fossem automaticamente devolvidos aos países como crédito em cobranças futuras. O problema é que isso também ocorreu em casos nos quais a verba não havia entrado de fato na caixa da organização, criando um desequilíbrio entre a contabilidade formal e os recursos disponíveis para as operações.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, celebrou a decisão e afirmou que as regras anteriores colocavam em risco a estabilidade da organização. Segundo ele, a nova garantia será que os recursos não gastos serão devolvidos aos Estados-membros apenas através da metodologia quando forem últimos recebidos em dinheiro.

“Esta decisão nos permitirá administrar os recursos de maneira mais previsível e responsável e melhorar a execução dos mandatos”, afirmou Guterres, conforme comunicado divulgado após a votação.

A presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, disse que a reforma evita o “iminente colapso financeiro da ONU” ao modernizar uma regra financeira “obsoleta” de 75 anos. Segundo ela, o mecanismo antigo vinha enfraquecendo a estabilidade da organização por obrigar a devolução de recursos que, em muitos casos, nunca foram pagos.

Baerbock afirmou ainda que a mudança terá impacto direto nas operações em campo. De acordo com o presidente da Assembleia, mais de US$ 900 milhões destinados a missões de paz deixarão de ser creditados de volta aos países e poderão ser usados ​​para “proteger civis e manter tréguas”.

Conforme relatório recente do secretário-geral sobre a situação financeira da ONU, a organização encerrou 2025 com um registro de US$ 1,6 bilhão em contribuições obrigatórias não pagas. Considerando o orçamento regular, as operações de paz e dois tribunais internacionais, os atrasos somam mais de US$ 6,5 bilhões.

No início deste ano, a ONU já havia adotado medidas de contenção de caixa para reduzir e desacelerar gastos. Segundo o relatório, Guterres pediu que os Estados-membros cumpram as suas obrigações de pagamento integrais e dentro do prazo ou reformem as regras financeiras para evitar um colapso iminente.

A reforma aprovada terá validade inicial de quatro anos, em caráter de teste. Segundo Guterres, a mudança é “crítica” para a continuidade operacional imediata da ONU, especialmente nas missões de manutenção da paz.

O secretário-geral também afirmou que a decisão beneficiará o seu sucessor, que assumirá a carga em janeiro do próximo ano. De acordo com ele, o próximo chefe da ONU não ficará mais preso à obrigação de devolver fundos que, “muitas vezes, nem sequer foram recebidos”.

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Tags: aprovacolapsoevitarfinanceiranasonuoperaçõesparareforma
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