O que está por trás da decisão dos EUA sobre a tarifação ao Brasil



Uma série de fatores está por trás da decisão do governo dos Estados Unidos de importar uma nova tarifa de 25% sobre as importações americanas de produtos brasileiros, da qual cerca de 2,1 mil produtos ficarão isentos.

O primeiro, manifestado desde que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sugeriu a sobretaxa, no início de junho, é o desejo do governo Donald Trump de punir o Brasil por práticas que Washington considera injustas, como decisões judiciais para derrubar detalhes e conteúdos em redes sociais americanas, suposta preferência ao Pix entre serviços de pagamento eletrônicos, tarifas “desleais e preferenciais” e falhas na aplicação de medidas anticorrupção, na proteção da propriedade intelectual e no combate ao desmatamento ilegal.

O segundo fator, diretamente relacionado ao primeiro, é impor pressão para que o Brasil adote mudanças, como Trump já conseguiu fazer com outros países por meio de tarifas.

Após o encontro na Coreia do Sul com o ditador da China, Xi Jinping, em outubro do ano passado, Trump anunciou a redução de tarifas sobre o país asiático depois que este presente em eliminar os controles de exportação de terras raras e outros minerais críticos, encerrar as retaliações chinesas contra fabricantes de semicondutores dos EUA e outras empresas americanas e abrir o mercado chinês para a soja e outros produtos agrícolas americanos.