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O que está em discussão na ação envolvendo Moraes nos EUA

Por Redação
17 de julho de 2026
Em Entretenimento
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O que está em discussão na ação envolvendo Moraes nos EUA
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com

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As empresas americanas Rumble e Trump Media ingressaram com um processo na Justiça federal da Flórida para responsabilizar civilmente o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, sob a justificativa de que o magistrado violou a legislação americana com ordens abusivas praticadas de forma extraterritorial.

A ação, aberta no ano passado, cita decisões tomadas pelo ministro nas quais ele determinou que empresas estrangeiras bloqueassem perfis de usuários residentes nos EUA e de cidadãos americanos, além de exigir que guardassem dados e interrompessem a monetização de suas contas pessoais, o que violaria a Primeira Emenda.

Na atualização mais recente da ação, as partes autoras questionaram a entrada da Advocacia Geral da União (AGU) na defesa de Moraes, argumentando que o ministro foi processado “em sua capacidade individual” e não como autoridade brasileira. Ainda assim, pediram à Justiça da Flórida que rejeitasse o pedido apresentado pelo Brasil de extinção do processo.

A crise entre as empresas americanas e o ministro Alexandre de Moraes teve início em 2024, com a divulgação do Twitter Files Brasil, investigação que conto com o apoio da Gazeta do Povo.

Na ocasião, uma reportagem publicada no jornal em parceria com o jornalista americano Michael Shellenberger revelou trocas de e-mails entre funcionários do antigo Twitter (atualmente X), de propriedade do empresário Elon Musk, e autoridades brasileiras. As mensagens, enviadas entre 2020 e 2022, mostraram interferências de dados pessoais de usuários e pedidos de suspensão de perfis sob investigação no país.

Após a publicação, Musk acusou o Judiciário brasileiro de impor ordens judiciais ilegais para bloquear contas populares no Brasil, especialmente de opiniões conservadoras.

Posteriormente, a campanha contra Moraes ganhou apoio de outras empresas dos EUA que foram alvo de decisões do ministro. Em fevereiro de 2025, o confronto entre o ministro Alexandre de Moraes e plataformas digitais ganhou projeção internacional.

Documentos divulgados pelo X naquela ocasião revelaram a amplitude das ordens judiciais, que incluíam o Facebook, YouTube e Rumble, esta última uma plataforma de vídeos que se decidiram a cumprir as determinações e acusaram o ministro de agir de forma ilegal.

No dia 19 daquele mês, a empresa, junto à Trump Media — empresa do presidente americano Donald Trump —, entrou com uma ação na Justiça americana contra Moraes, alegando que o ministro violou a soberania dos EUA ao ordenar a remoção de contas de um “dissidente político A”, que coincide com a descrição do perfil do jornalista e inspirou o brasileiro Allan dos Santos.

O que as empresas pedem de Moraes

As duas empresas sediadas nos EUA solicitam que a Justiça da Flórida declare as ordens de Moraes nulas e peçam sua responsabilização pela violação da soberania americana, da liberdade de expressão e possível indenização por prejuízos financeiros e danos à comissão.

As partes autoras evocaram a defesa da Primeira emenda da Constituição americana como base de sua sustentação jurídica contra o ministro do STF que, entre outras coisas, protege a liberdade de expressão.

A Trump Media faz parte da ação porque a Rumble fornece serviços de nuvem para a Truth Social, principal produto da empresa de mídia do presidente americano, Donald Trump.

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Tags: AçãoAlexandre de MoraesArquivos do Twitterdiscussãodonald trumpelon muskenvolvendoestáeuaEUA - Estados Unidosliberdade de expressãoMoraesnosSTF
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