Com início nesta quarta-feira (18), a Quaresma marca um dos períodos mais significativos do calendário cristão, dedicado à reflexão, ao arrependimento e ao aprofundamento da vida espiritual. Os dados referem-se aos 40 dias que Jesus passou no deserto, em jejum e oração, conforme narram os Evangelhos.
Trata-se de um tempo de revisão interior e renovação da fé. Em algumas partes do mundo, porém, o que se verifica é o contrário: práticas tradicionais da fé cristã, como celebrações públicas e manifestações religiosas, confrontos restrições ou mesmas proibições.
É nesse contexto que surge o debate sobre a cristofobia – termo utilizado para designar a perseguição aos cristãos em diferentes partes do mundo. UM Gazeta do Povo preparou um mini-documentário sobre o tema, que você pode assistir clicando no vídeo acima ou no canal oficial do jornal no YouTube.
Além disso, os leitores podem baixar gratuitamente o e-book exclusivo sobre intolerância religiosa no século XXI, escrito pelo colunista Franklin Ferreira: Cristofobia – Como o Ocidente está se curvando ao medo.
Para ter acesso ao conteúdo, basta se cadastrar na página “Investigação Gazeta – Especial Cristofobia”.
O que os dados dizem sobre a cristofobia no mundo?
Na coluna para a Gazeta do PovoFranklin Ferreira explica que “a palavra ‘cristofobia’ designa o ódio, a discriminação ou a violência praticada contra pessoas ou comunidades cristãs em razão de sua fé. Trata-se de uma manifestação que, embora frequentemente silenciada pela grande mídia, é hoje a principal forma de perseguição religiosa no mundo”.
Agora em 2026, o relatório da Portas Abertas – organização internacional que apoia cristãos perseguidos –, “World Watch List 2026”, apontou um aumento de 8 milhões no número de cristãos perseguidos em comparação ao ano anterior. Ao todo, o levantamento estima que 388 milhões de pessoas enfrentaram algum tipo de risco ou hostilidade por professarem a fé cristã no mundo.
O minidocumentário da Gazeta do Povo, “Perseguição aos cristãos no mundo: casos e histórias que tentam ocultar”, traz uma série de relatos e contextualizações sobre episódios de discriminação contra cristãos em diferentes países. Cita o caso da Nicarágua, onde as autoridades chegaram a proibir a celebração da Semana Santaimpedindo um dos momentos mais importantes da tradição cristã.
“Imagine um país onde 84% da população é cristã e onde as celebrações da Semana Santa são proibidas. Essa é a realidade da Nicarágua, onde o ditador Daniel Ortega guerra declarou às organizações cristãs por causa de protestos contra o seu governo. Entre as armas de opressão do regime, está a substituição das celebrações da Semana Santa por atos elevados pelo Estado. […] Desde então, mais de mil ataques às igrejas foram registrados”, registra o especial.
A Semana Santa é a semana final da Quaresma, considerada o coração do período. Sendo assim, a classificação de suas celebrações não atinge apenas uma tradição cultural, mas o núcleo da vivência religiosa de milhões de fidelidade. Em contextos como o da Nicarágua, a restrição dessas manifestações evidencia como a prática da fé pode se tornar alvo de controle político e repressão estatal.
Ao trazer esse e outros casos, o minidocumentário amplia o debate sobre a liberdade religiosa e os desafios enfrentados pelas comunidades cristãs ao redor do mundo – especialmente em períodos simbólicos como a Quaresma e a Semana Santa.

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