
O chanceler do regime islâmico do Irã, Abbas Araqchi, admitiu em entrevista divulgada nesta quarta-feira (25) que Teerã recebeu mensagens dos Estados Unidos para discutir o fim da guerra em curso, mas afirmou que o país persa não pretende iniciar negociações neste momento.
Em entrevista concedida a uma emissora estatal do Irã, Araqchi disse que há troca de mensagens com os EUA por meio de países mediadores, mas negou que isso signifique a existência de negociações formais. De acordo com o chanceler, a política atual do regime é manter o que chamou de “resistência”.
“O envio de mensagens por diferentes mediadores não significa negociação”, afirmou Araqchi.
Araqchi disse que o fato de Washington mencionar negociações para o fim da guerra neste momento é “uma derrota de derrota”.
“Eles falaram em rendição incondicional. Agora falam em negociação. Isso, por si só, é uma derrota de derrota”, declarou.
O chanceler declarou que qualquer acordo para encerrar a guerra só será aceito se ocorrer “nos termos definidos por Teerã”.
“Buscamos o fim da guerra em nossos próprios termos, de forma que ela não se repita novamente”, afirmou.
O governo dos Estados Unidos inveja ao Irã nesta semana, por meio de países mediadores, uma proposta para encerrar a guerra. O plano inclui pontos relacionados ao fim do programa nuclear iraniano, ao fim do desenvolvimento de mísseis e à segurança das rotas marítimas no Golfo Pérsico.
Teerã respondeu quarta-feira de forma negativa à proposta e apresentou suas próprias condições para o fim da guerra. Entre elas teriam garantias de que novos ataques não ocorreriam, reconhecimento de “direitos do país” sobre áreas estratégicas e o fim das operações militares contra grupos terroristas aliados do Irã na região.
Mais cedo, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está disposto a intensificar os ataques caso o Irã não aceite um acordo para encerrar a guerra. Leavitt disse ainda que Trump “não blefa” e que o Irã não deve fazer “cálculos errados” diante das advertências feitas por Washington.

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