Christophe Leribault é o novo diretor do Museu do Louvre, o mais visitado do mundo. Thomas Padilla/AP O Museu do Louvre, lar de algumas das obras mais famosas do mundo, terá um novo diretor após uma série de crises, incluindo o roubo das joias da Coroa Francesa em outubro. O historiador da arte Christophe Leribault foi nomeado para comandar a instituição e tentar restaurar sua estabilidade. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (25) pela porta-voz do governo francês, Maud Bregeon. Leribault substitui Laurence des Cars, que deixou o cargo na terça-feira (24). Ele assume uma direção em meio a desafios importantes. O roubo ocorrido em plena luz do dia — um dos mais emblemáticos em museus nas últimas décadas — expôs falhas graves de segurança no principal cartão-postal cultural de Paris. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O antigo palácio real que abriga o museu também enfrenta outros problemas. Entre eles, o rompimento de um cano próximo à área expositiva mais visitada, infiltrações que danificaram livros raros, desgaste das instalações, paralisações de funcionários por superlotação e falta de pessoal, além do aumento no preço dos ingressos para a maioria dos visitantes de fora da Europa. A pressão por mudanças na liderança aumentou ainda mais nas últimas semanas, depois que as autoridades revelaram a suspeita de um esquema de fraude na venda de ingressos que teria durado cerca de uma década. Os investigadores estimam que as perdas podem chegar a 10 milhões de euros (cerca de US$ 11,8 milhões). Leribault chega ao cargo com experiência reconhecida. Ele dirigiu o Palácio de Versalhes, outro marco histórico francês de projeção internacional, onde administrava um orçamento anual de aproximadamente 170 milhões de euros (cerca de US$ 200 milhões).

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