Uma megatempestade de neve e gelo avançou pelos Estados Unidos neste fim de semana, cancelou cerca de 13,4 mil voos e deixou ao menos 230 mil consumidores sem energia elétrica. As características climáticas afetam grandes partes do país e já foram tratadas pelas autoridades como um dos eventos de inverno mais severos dos últimos anos.
Segundo levantamento da agência Reuterso impacto direto no sistema elétrico preocupa governos estaduais e operadores de rede, especialmente no Sul e no Meio-Oeste. O Serviço Nacional de Meteorologia alertou que uma combinação de neve pesada e chuva congelada ameaça aproximadamente 180 milhões de pessoas, mais da metade da população norte-americana.
No sábado (24), os estados do Meio-Oeste enfrentaram sensação térmica de até -40 °C, nível considerado extremamente perigoso para a exposição humana. Em Wisconsin, as tarifas marcaram -38 °C pela manhã, a menor temperatura registrada na região em quase três décadas.
O frio intenso e o acúmulo de gelo também afetaram diretamente o transporte aéreo, provocando o cancelamento em massa de voos em todo o país. Companhias Aéreas relatando dificuldades operacionais em aeroportos cobertos por neve e pistas congeladas.
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Ao classificar as tempestades como “históricas”, o presidente Donald Trump aprovou declarações federais de emergência para 12 estados, incluindo Carolina do Sul, Virgínia, Tennessee, Geórgia e Kentucky.
“Continuaremos monitorando e mantendo contato com todos os estados no caminho dessa tempestade. Fiquem seguros e aquecidos”, afirmou Trump em sua rede Truth Social.
O Serviço Nacional de Meteorologia descreveu o sistema climático como uma tempestade de inverno incomumente ampla e rigorosa. A previsão aponta grande acúmulo de gelo no Sudeste, com impactos considerados “devastadores a localmente catastróficos”.
Os meteorologistas também alertaram para registros de frio avançando em direção às Grandes Planícies até esta segunda (26). A sensação térmica perigosa amplia o risco de acidentes, falhas de infraestrutura e problemas de saúde.
Diante do cenário, 17 estados e o Distrito de Colômbia decretaram emergência climática, conforme informado pelo Departamento de Segurança Interna. A medida permite a mobilização mais rápida de recursos federais e estaduais.
“Temos estoques de milhares de pessoas nos estados afetados do Sul que perderam energia. Equipes das consultorias estão trabalhando para restabelecer o serviço o mais rápido possível”, disse a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem.
No sábado (24), o Departamento de Energia autorizou medidas emergenciais para evitar colapso no fornecimento elétrico do Texas. A ordem permitiu o acionamento de geração de reserva em grandes instalações, como data centers, para reduzir o risco de pagamentos.
Já neste domingo (25), uma nova autorização emergencial foi emitida para a região do meio-Atlântico, permitindo que a operadora PJM Interconexão utilize recursos fora das restrições habituais. A decisão vale mesmo diante de limites de impostos por leis estaduais ou licenças ambientais.

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