
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (11) que Israel e Irã voltarão a ser “aliados leais” caso os protestos que se alastram pelo território iraniano há duas semanas consigam derrubar o regime dos aiatolás.
“Todos esperamos que uma nação persa se liberte em breve do jogo da tirania e que, quando esse dia chegar, Israel e o Irã voltem a ser aliados leais na construção de um futuro de prosperidade e paz para ambos”, disse Netanyahu em um pronunciamento no início de sua reunião de gabinete.
Além disso, o primeiro-ministro israelense destacou que permanece atento ao desdobrar dos protestos “que se espalharam por todo o país” e que “o povo de Israel, e o mundo inteiro, estão assombrados pelo tremendo heroísmo dos cidadãos iranianos”.
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“Israel apoia a sua luta pela liberdade e condena energicamente os massacres em massa de civis inocentes”, acrescentou.
Irã avisa que EUA e Israel serão “alvos legítimos” se atacarem o país
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou neste domingo que, no caso de um ataque americano contra o Irã, “tanto os territórios ocupados (Israel) quanto todos os centros militares, bases e navios” dos Estados Unidos e de Israel na região “serão alvos legítimos”.
Uma mensagem surgiu após o presidente americano, Donald Trump, ter ameaçado, nos últimos dias, intervir na República Islâmica caso o governo não contenha a repressão contra os manifestantes.
A ONG Irã Direitos Humanos (IHRNGO) elevou neste domingo (11) para ao menos 192 o número de mortos pela repressão aos protestos no Irã, enquanto o país permanece sem acesso à internet e às manifestações populares contra o governo – iniciados em 28 de dezembro – avançou também durante a última noite.
O Exército de Israel indicou esta manhã, em comunicado enviado à Agência EFEque também está monitorando as manifestações massivas no Irã, classificando-as como um “assunto interno iraniano”, e declarou estar preparado para se defender e para “responder com força”, caso seja necessário.
Neste sábado (10), o governo do Irã acusou os Estados Unidos, em progressão com Israel, de “incentivar a instabilidade e a violência” em uma carta enviada à ONU, após as declarações de Trump sobre os protestos.
Na carta, o regime dos aiatolás sustentou que a cooperação progressiva entre Washington e Tel Aviv é “evidente”, citando o apoio de Trump ao que chamou de “criminoso” primeiro-ministro israelense.
Israel e o Irã enfrentaram em junho de 2025 a chamada “Guerra dos Doze Dias”, que eclodiu após o Exército israelense bombardear o país persa, desencadeando ataques cruzados com mísseis balísticos e drones.
A possibilidade de um novo conflito direto cresceu a partir de que Trump afirmou estar “preparado para ajudar o povo iraniano” contra a repressão das autoridades do regime.

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