O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defendeu a criação de zonas de segurança fora das fronteiras israelenses para evitar novos ataques terroristas semelhantes à liderança pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. A declaração foi feita em entrevista a uma emissora local.
Netanyahu afirmou que o massacre de 7 de outubro mudou sua visão sobre a doutrina de segurança de Israel. De acordo com o primeiro-ministro, o país precisa manter áreas de contenção dentro de territórios inimigos, e não dentro do próprio território israelense.
“O mais importante, na minha visão, é antes de tudo ter zonas de segurança dentro do território inimigo, não dentro do nosso território”, disse Netanyahu na entrevista. Ele afirmou que não quer que as comunidades do norte de Israel vivam como uma região de fronteira exponham permanentemente ameaças.
A fala ocorre em meio à guerra contra o Hezbollah e ao debate sobre a presença militar israelense no sul do Líbano. Netanyahu visitou nesta terça-feira (30) uma área do território libanês ocupada pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) e afirmou que o Exército israelense não deixará a região enquanto o Hezbollah continuar representando ameaça.
“Nós não sairemos do sul do Líbano até que uma ameaça seja removida”, disse Netanyahu aos soldados israelenses.
O Exército de Israel criou uma zona de segurança de cerca de 10 milhas dentro do território libanês, ao longo da fronteira entre os dois países. Autoridades israelenses dizem que é necessária uma medida para proteger as comunidades do norte contra ataques do Hezbollah.
A visita de Netanyahu ocorreu dias depois de Israel, Líbano e Estados Unidos negociarem um acordo mediado por Washington para encerrar os confrontos na região. O acordo prevê que Israel entregue duas áreas ao Exército Libanês em uma fase piloto, enquanto o governo de Beirute avança no processo de desarmamento do Hezbollah ao sul do país.
Na entrevista, Netanyahu também falou sobre a guerra em Gaza contra o Hamas. Segundo ele, Israel alcançou dois dos três objetivos que tinha: o retorno dos reféns e a eliminação do Hamas como ameaça militar. O primeiro-ministro afirmou, porém, que ainda falta encerrar o controle civil do grupo terrorista sobre Gaza.
Netanyahu também foi questionado sobre o retorno dos ataques contra o Irã. Ele respondeu que, “se necessário”, Israel vai voltar a atacar o regime islâmico e repetiu que, enquanto pelo primeiro-ministro, o regime iraniano não terá armas nucleares.

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