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A Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, empresa liderada pelo empresário Elon Musk, anunciou nesta quinta-feira (25) que oferecerá internet gratuita até o dia 25 de julho para clientes novos e já existentes em áreas da Venezuela atingidas pelos dois fortes terremotos desta quarta-feira (24).
Na publicação no X, a Starlink afirmou que a medida vale para pessoas que estão em áreas impactadas pelos tremores devastadores registrados no país. A empresa também disse que trabalha para enviar rapidamente terminais de internet via satélite e ajudar a restaurar a conectividade nas regiões mais afetadas.
Em comunicado publicado em seu site, a Starlink informou que clientes ativos nas áreas atingidas não precisarão tomar nenhuma providência. Segundo a empresa, um crédito será aplicado automaticamente às contas desses usuários.
A empresa também afirmou que clientes que cancelaram o serviço de certificação para reativar a conexão de crédito. Já novos clientes que tenham acesso a um kit Starlink nas áreas afetadas poderão entrar em contato com o suporte para receber internet gratuita até 25 de julho.
A Starlink também disse que os usuários que tiveram o kit de internet danificado pelos terremotos poderão solicitar uma substituição gratuita. A medida busca facilitar o restabelecimento das comunicações nos locais onde redes comuns de telefonia e internet foram afetadas.
O anúncio ocorre em meio a emergência humanitária provocada por dois fortes terremotos. O regime chavista elevou na noite desta quinta para 235 o número de mortos e informou que mais de 4,3 mil pessoas morreram.
Segundo o ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, a maior quantidade de mortos e feridos foi registrada no estado de La Guaira, região costeira vizinha a Caracas e uma das mais atingidas pelos tremores. A área abriga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, o principal do país, que foi fechado temporariamente por causa de danos. A falta de comunicação tem sido um dos problemas enfrentados pelas áreas afetadas.
Entre as vítimas estrangeiras, o Brasil confirmou a morte de dois cidadãos brasileiros. Portugal e Espanha também registaram cidadãos mortos e informaram que mais de 100 portugueses, espanhóis ou descendentes seguem desaparecidos ou sem contacto na Venezuela.
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