Multinacionais se manifestam contra tarifas ao Brasil



Multinacionais como a Tesla, a Nestlé e a Coca-Cola enviaram comentários por escrito ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para pedir que uma tarifa de 25% que o órgão sugeriu que seja aplicada a implicações americanas de produtos brasileiros não seja imposta ou que haja isenções para não prejudicar seus negócios.

Na mensagem enviada em 1º de julho, último dia para manifestações por escrito sobre a questão, a montadora de carros elétricos de propriedade de Elon Musk afirmou que “fabricantes americanos como a Tesla estão comprometidos com a reindustrialização [dos Estados Unidos] e com a construção de cadeias de suprimentos americanas resilientes a longo prazo”, mas que “essa transição transita tempo”.

“Certos insumos críticos ainda não podem ser obtidos nos Estados Unidos na escala e com a qualidade necessários para sustentar uma inovação americana competitiva sem algum acesso contínuo a cadeias de suprimentos internacionais aplicáveis, incluindo certas peças e componentes provenientes do Brasil”, argumentou a Tesla, que alegou que “medidas cuidadosamente calibradas, que levem em conta essas realidades, apoiandoiam melhor a competitividade da inovação americana, em vez de desafios imprevistos que poderiam desacelerar o progresso e afetar o foco no mercado”.

Em sua carta ao USTR, enviada também em 1º de julho, a Coca-Cola disse que “apoia” o objetivo do órgão de “abordar as práticas brasileiras indicadas na investigação”, mas argumentou que “qualquer medida final deve ser direcionada e viável de implementação, de modo a promover esses objetivos sem causar perturbações adversas aos fabricantes americanos de alimentos e bebidas que estejam em conformidade com as normas, bem como às suas respectivas cadeias de suprimentos”.