
O clínico geral Kermit Gosnell, que ficou conhecido há mais de uma década por acusações de homicídio em primeiro grau pelo assassinato em série de bebês que sobreviveram a procedimentos abortivos mal sucedidos, morreu em uma prisão dos EUA, aos 85 anos.
O médico, condenado à prisão perpétua e sem direito à liberdade condicional, mantinha uma clínica de aborto e realizava suas ações até mesmo em estágios avançados de gestação, o que era proibido por lei.
A investigação contra ele começou após o Ministério Público da Filadélfia tomar conhecimento da venda ilegal de receitas de opioides. Em seguida, denúncias de ex-funcionários sobre a tortura e os assassinatos que aconteciam no local vieram à tona.
Ao acessarem a clínica onde os crimes aconteciam, as autoridades envolvidas na investigação encontraram vários equipamentos insalubres e ensanguentados, descobertos que pessoas sem treinamento e licença profissional atuaram na administração de medicamentos que induziram partos, além de falsificarem resultados de ultrassonografias para esconder o estágio avançado de gravidez.
Além das vítimas na fase de formação, Gosnell também foi condenado por homicídio culposo pela morte de um de seus pacientes, após funcionários administrarem uma dose letal de anestesia durante um aborto.
Na época do escândalo, os promotores responsáveis pelo caso detalharam em juízo que a clínica onde Gosnell atuava era uma verdadeira “casa de horrores”. Eles disseram que o médico injetava uma substância para parar os ferimentos cardíacos do bebê enquanto realizava os abortos, muitas vezes após 24 semanas de gestação, mas, em alguns casos, a droga não funcionava e ele passava a métodos mais violentos, como o uso de tesouras cirúrgicas para decapitar os bebês. Depois, guardou os corpos em recipientes no local.
O júri do júri na época concluiu que o clínico geral “matou relatório bebês vivos, viáveis, que se moviam, respiravam e choravam”. O caso teve ampla repercussão nos EUA e ainda é lembrado por ativistas contra o aborto.













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