
A pré-candidata a deputada federal por São Paulo Rita Zambelli (PL), mãe de Carla Zambelli (PL), se manifestou nesta quinta-feira (26) sobre a decisão da Corte de Apelação de Roma que autorizou a extradição da ex-deputada federal. Em seu posicionamento, ela destacou a possibilidade de recurso e criticou barcos de que já teria uma data prevista para a entrega às autoridades brasileiras.
“Ainda cabem recursos e não há dados previstos não, como anunciam seres que apoiam esse regime. Algumas fontes, inclusive da imprensa, dizem que podem demorar ainda dois anos”, diz Rita.
Após a sentença, a defesa tem 15 dias para oferecer recurso. A estratégia de defesa, na verdade, é apresentar dois: um contra a decisão em si e outro contra a decisão que negou a suspeita dos juízes. O requisito foi apresentado verbalmente pela própria Zambelli e transcrito com o auxílio de tradutores. A ex-deputada federal disse ter respeito pelos magistrados, mas alegou que estava insegura por ter sido perseguida no Brasil pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
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O que diz a sentença que autorizou a extradição de Zambelli
UM Gazeta do Povo teve acesso em primeira mão à sentença. Escrita pelo juiz Aldo Morgigni e aprovada pelos juízes Flavio Monteleone e Fabrizio Suriano, ela licenciou a compatibilidade entre os crimes pelos quais Zambelli foi condenado no Brasil – invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica – e crimes previstos na lei penal italiana.
Morgigni ainda argumentou que a defesa tentou fixar na Justiça italiana o caráter de “padrão de legitimidade universal”, o que seria incompatível com a cooperação jurídica que o país europeu suporta em matéria criminal. Com isso, eles se negaram a considerar uma injustiça a pena imposta pelo Supremo.
Para embasar a legitimidade do STF, a decisão cita o artigo da Constituição brasileira que o estabelece e os critérios de nomeação, além de citar a equivalência do foro privilegiado brasileiro com a mesma prerrogativa atribuída aos parlamentares italianos. Com isso, conclui que “a competência do STF para julgar parlamentares no exercício é, portanto, um poder constitucional, e não o resultado de uma escolha discricionária do Ministério Público ou do Poder Executivo.”
Os juízes entendem que Moraes não foi parcial no julgamento de Zambelli, dizendo que as opiniões pessoais do ministro “não podem influenciar a decisão do colegiado”.
“As declarações pela defesa, embora relatadas em trechos da imprensa, não parecem indicar uma opinião preconcebida na culpa do réu, baseando-se, antes, na avaliação jurídica de fatos públicos disponíveis que o juiz era institucionalmente obrigado a examinar”, conclui.
Em relação às condições penitenciárias a que Zambelli foi submetida à Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como “Colmeia”, a Corte levou em conta a aprovação, em 2010, do Plano Nacional de Política Penitenciária, além de investimentos no estabelecimento custeados pelo Fundo Penitenciário Nacional e pela instituição do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT).
Zambelli possui cidadania italiana, o que foi considerado um auxílio para que permanecesse no país mesmo com o pedido de extradição. Os juízes italianos, porém, entenderam que a dupla cidadania não impede a cooperação em matéria criminal.

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