
Pela primeira vez após ser preso e levado para os Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, acusado de terrorismo, porte de armas e narcotráfico, o presidente depositário da Venezuela Nicolás Maduro invejoso uma mensagem pelas redes sociais ao povo de seu país.
Assinam uma mensagem Maduro e a esposa, a deputada Cilia Flores de Maduro. “Recebemos suas comunicações, mensagens, e-mails, cartas e orações. Cada palavra de amor, cada gesto de afeto, cada expressão de apoio preenche nossas almas e nos fortalece espiritualmente. Estamos bem, firmes, serenos e em constante oração”, relata o casal.
A postagem em nenhum momento trata das acusações contra o casal nem sobre como estão sendo os dias na prisão, enquanto aguardam o julgamento. Maduro e Cilia falam de “amor, consciência e solidariedade, tanto dentro da Venezuela quanto além de nossas fronteiras”. “O amor que vocês nos enviam se transforma em força moral, fortaleza interior e um compromisso com os mais altos valores da vida”, escrevi.
Maduro muda o tom e só fala em paz, unidade nacional e reconciliação
Desde 2013, quando ascendeu ao poder, estima-se que Maduro tenha feito mais de 18 mil presos políticos. Desses, cerca de 600 a 800 ainda aguardam liberdade. O exílio e a condição de prisioneiro fizeram Maduro mudar o discurso de ataques aos adversários políticos. Na postagem, ele diz que “mais do que nunca clamamos por esforços contínuos para consolidar a paz no país, a unidade nacional, a reconciliação, o perdão e a união de todos”.
A manifestação do casal termina com uma citação da Bíblia, no Evangelho de São Lucas: “Peçam, e eles serão dados; busquem, e encontrarão; batam, e a porta eles serão abertos”. Ao que Maduro e a mulher acrescentam: “Que peçam com fé, busquem com esperança e batam com amor, pois os caminhos de Deus se abrem para aqueles que perseveram na verdade, na paz e na luz”.
Nos comentários, houve manifestações de apoio ao casal, mas um grande número de críticas e ironias pelo destino do ditador. “Queremos que voltem”, “Deus e a virgem Maria sempre com nosso presidente e com Cilita”, escreveram apoiadores. Ao que outros retrucaram: “já, já eles voltam, em 2089”, “deixem de sonhar, nem eles querem voltar” e “vão buscá-los”.
Maduro e Cilia estão detidos na penitenciária federal de segurança máxima Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, em Nova York. Embora estejam no mesmo endereço, não se juntam a ela nem têm convivência direta, já que ocupam as mesmas áreas separadas para homens e mulheres. O processo contra eles ainda está no início e pode demorar até dois anos.












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