O juiz federal argentino Sebastián Ramos solicita nesta quarta-feira (4) a extradição de Nicolás Maduro dos EUA para a Argentina, devido a um processo que tramita nos tribunais do país e no qual o ex-ditador é acusado de crimes contra a humanidade na Venezuela.
O caso aberto contra Maduro na Argentina teve início em 2023 por uma denúncia apresentada pelo Fórum Argentino para a Defesa da Democracia (FADD) e baseada no princípio da jurisdição universal, que permite aos países processar crimes graves contra os direitos humanos, independentemente de onde tenham sido cometidos e da nacionalidade dos responsáveis ou de suas vítimas.
Na resolução com qual a Agência EFE teve acesso, o magistrado tentou a expedição de uma “carta rogatória internacional aos EUA, para solicitar a extradição de Nicolás Maduro Moros, que teria sido recentemente detido na Venezuela e transferido privado de liberdade para o território americano”.
O magistrado, que baseou seu pedido no tratado de extradição que a Argentina mantém com os EUA, já havia ordenado em setembro de 2024 a prisão de Maduro, bem como o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, e de outros membros da ditadura chavista.
A Câmara Federal recentemente, na ocasião, que a cúpula do regime venezuelano executou “um plano sistemático, ao longo do tempo e de maneira organizada” contra a população civil do país caribenho por meio de práticas de “perseguição, sequestro, tortura e assassinato”.
Agora, diante da captura de Maduro pelos EUA em 3 de janeiro, o promotor Carlos Stornelli solícito ao juiz, dois dias depois, “que se inicia, portanto, o procedimento de extradição ativa em relação a Nicolás Maduro Moros, a fim de que seja submetido ao presente processo”.

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