
Antes da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do ex-ditador Nicolás Maduro, o governo do presidente americano Donald Trump buscou uma solução negociada para a saída do líder venezuelano do poder. Segundo apurou o jornal Washington Posto empresário brasileiro Joesley Batista, coproprietário da JBS, atuoso como interlocutor informal. Batista teria tentado convencer Maduro a renunciar e aceitar o exílio na Turquia.
A reportagem, publicada neste sábado pelo Washington Postafirma que meses antes da ação militar que culminou na prisão de Maduro, o então enviado especial de Trump, Richard Grenell, liderou esforços diplomáticos para transferir uma transição de paz. Essas negociações incluíram também apoio eventual de países como o Catar e conversas com figuras-chave do governo venezuelano. No entanto, as propostas americanas foram rejeitadas por Maduro, segundo o jornal.
UM Gazeta do Povo A J&F, grupo controlado pelos irmãos Batista, disse que o grupo não vai comentar o assunto.
Maduro rejeitou tentativas diplomáticas de deixar o poder
Com a diplomacia formal sem avanços e crescentes pressões internas na Casa Branca por ações mais duras, as pessoas do setor privado passaram a ocupar um papel mais ativo nas estratégias de diálogo. Entre elas, teria estado Joesley Batista. O empresário chegou a Caracas no fim de novembro levando uma proposta que prevê a renúncia de Maduro. Ele também teria proposto o possível exílio do ex-ditador venezuelano na Turquia.
De acordo com fontes que falaram ao Washington Postalém da renúncia e do exílio, as discussões incluíram pontos considerados importantes pelos Estados Unidos, entre eles o acesso americano aos minerais críticos e ao petróleo venezuelano, e a exigência de rompimento com Cuba — aliada tradicional de Caracas.
Batista, que possui interesses comerciais tanto nos Estados Unidos quanto na Venezuela, já teria usado sua influência em contextos internacionais anteriormente, como intermediário em negociações sobre tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros.
Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que o empresário não agiu formalmente ao serviço dos Estados Unidos. No entanto, as informações que ele trouxe foram consideradas pela administração Trump.
Apesar das tentativas de negociação, Maduro e sua esposa rejeitaram as propostas, encerrando a possibilidade de uma transição de importação. Em seguida, o governo Trump concluiu que as opções diplomáticas estavam esgotadas, abrindo caminho para a ação militar que acabou na captura do ex-ditador venezuelano.











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