O empresário brasileiro Joesley Batista se reuniu na última sexta-feira (9) com a ditadora interna da Venezuela, Delcy Rodríguez. Batista também manteve conversas com autoridades dos Estados Unidos antes e depois do encontro, segundo noticiou nesta quarta-feira (14) a agência Reuters.
Dono da companhia de petróleo e gás Fluxus, Batista teria ido ao país estrangeiro com o objetivo de buscar parcerias. Para a agência, o movimento sinalizaria uma possível reaproximação comercial da Venezuela com potências ocidentais no setor energético.
Fontes próximas declararam, na condição de anonimato, que o objetivo das reuniões seria garantir aos americanos que o governo venezuelano demonstrasse disposição para abrir a indústria de petróleo e gás do país a novos investimentos estrangeiros.
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Segundo a CNN Brasil, que também noticiou o encontro, na conversa entre os dois foi debatida ainda a estabilidade do governo provisório, o nível de apoio dado a Delcy pelo regime chavista após a captura de Nicolás Maduro e ainda as perspectivas dos investimentos na Venezuela. Batista esteve com autoridades do governo Donald Trump antes e depois do encontro.
À emissora brasileira, a J&F, empresa dos irmãos Batista, disse que não comentou o caso.
Diplomacia Joesley
Não é a primeira vez que o bilionário da pecuária brasileira exerce um papel de embaixador informal do Brasil na Venezuela, com aval do governo Trump. O jornal americano Washington Post noticiou que o brasileiro foi enviado por Trump para buscar uma solução negociada para a saída do líder venezuelano do poder antes da ação militar que o depôs.
Apesar das tentativas de negociação, Maduro e sua esposa rejeitaram as propostas, encerrando a possibilidade de uma transição de importação. Em seguida, o governo Trump concluiu que as opções diplomáticas estavam esgotadas, abrindo caminho para a ação militar que acabou na captura do ex-ditador venezuelano.

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