Sirenes de alerta aéreo soaram na manhã deste sábado, 28, em Jerusalém e em outras cidades do centro de Israel após o lançamento de mísseis a partir do Irã. O ataque ocorreu poucas horas depois de Israel e dos Estados Unidos iniciarem uma intervenção militar conjunta contra alvos iranianos.
Os alarmes tocaram em Jerusalém às 10h29 no horário local, 5h29 em Brasília. Moradores relatando interceptações de mísseis no céu e ouvindo explosões por vários minutos. As Forças de Defesa de Israel acionaram os sistemas de defesa aérea e orientaram a população a buscar abrigo.
Em Tel Aviv, as sirenes provocaram correria. Civis correram para estações de metrô, garagens e abrigos escondidos. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram pessoas sentadas nesses locais enquanto aguardavam o fim do alerta.
No norte do país, um míssil iraniano atingiu o 20º andar de um prédio residencial em Haifa. O Corpo de Bombeiros local confirmou um leve ferido. O Magen David Adom informou que a vítima é um homem de cerca de 50 anos. Os paramédicos também atenderam moradores feridos durante a corrida a abrigos e pessoas com crises de ansiedade.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) detectaram várias rajadas de mísseis disparadas do Irã. Em comunicado, a instituição afirmou que os sistemas defensivos “estão presentes para interceptar a ameaça”, mas alertou que a defesa não é totalmente hermética.
O Comando da Frente Interna decretou estado de emergência por 48 horas. A orientação oficial pede que os moradores permaneçam próximos aos abrigos e sigam os protocolos de segurança.
Como são os bunkers em Jerusalém exigidos pela lei em Israel
O ataque marcou a primeira retaliação direta do Irã, uma inovação lançada por Israel de forma progressiva com os Estados Unidos. O FDI informou que a campanha militar, batizada de “Rugido do Leão”, mira coleções de instalações militares iranianas. Israel afirma que a operação busca eliminar ameaças convencionais existentes, após meses de planejamento conjunto com Washington.
A ocorrência rápida da população israelense reflete décadas de adaptação às guerras. Em 1951, três anos após a fundação do país, Israel aprovou uma lei de defesa civil que obrigava à construção de abrigos antibombas em edifícios públicos e privados. A legislação evoluiu ao longo dos conflitos regionais e acompanhou o avanço tecnológico das armas.
Em 1991, durante a Guerra do Golfo, o uso de armas químicas pelo Iraque levou a novos padrões de proteção. A exigência é reforçar estruturas fechadas e sistemas de ventilação. O conceito de bunker, antes restrito às áreas subterrâneas, passou a incluir qualquer espaço fortificado.
Atualmente, a lei exige menos um quarto reforçado por andar em casas e prédios. Esses ambientes têm dimensões comuns, mas paredes de cerca de 30 centímetros de concreto maciço. O reforço também cobre piso e teto, o que reduz o pé-direito. Portas metálicas, janelas especiais e restrições a objetos frágeis completam a proteção.
Esses espaços fazem parte do cotidiano. Muitas famílias usam o quarto fortificado como dormitório. Em momentos de ataque, ele se transforma na principal linha de defesa da população civil.
Com informações da EFE

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