• Anuncie
  • Contato
  • Home
  • Política
  • Política de privacidade
  • Quem Somos
  • Trabalhe Conosco
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade
Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade
Sem Resultado
Ver todos os resultados
Sem Resultado
Ver todos os resultados

Itamaraty não condena fim das eleições na Nicarágua

Por Redação
24 de julho de 2026
Em Entretenimento
A A
Itamaraty não condena fim das eleições na Nicarágua
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com



Quatro dias após o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciar o fim das eleições no país, o governador Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma nota se dizendo “preocupado” com a medida.

A nota tenta apontar que o governo brasileiro se opõe à “supressão das eleições na Nicarágua”. Mas a demora na manifestação e o tom adotado pelo Itamaraty demonstram dúvidas sobre a disposição do governo em responder prontamente a rupturas democráticas envolvendo países com regimes autoritários no poder.

Na nota, o Ministério das Relações Exteriores se limitou a reiterar o compromisso do Brasil com a democracia e clamou às autoridades do país que garantam o direito dos nicaraguenses a ter eleições livres. Confira a nota na íntegra no final da matéria.

Para o cientista político Adriano Gianturco, coordenador e professor do Ibmec, o intervalo de quatro dias entre o anúncio de Ortega e a manifestação oficial do governo brasileiro é, por si só, um indicativo de que houve dúvidas internas sobre como o Brasil deveria reagir.

“Se o governo não tivesse dúvidas, teria divulgado a nota imediatamente. Não havia motivo para esperar quatro dias, principalmente porque a comunidade internacional e a imprensa condenaram o anúncio logo após a declaração de Ortega”, afirma.

A analista política Yolanda Tolentino, no entanto, afirma que o registo por si só merece ponderações. Ela destaca que pelo menos sete atores internacionais, entre países e organizações qualificaram a declaração de Ortega como agravo, vulnerabilidade grave, desconhecimento de princípios essenciais ou erosão do Estado de Direito.

“O Brasil produziu o único documento que não atribui qualificação alguma à conduta, não invoca um único instrumento jurídico, não pede retificação e endereça exortação genérica a autoridades não nomeadas”, avaliou Yolanda.

Uma manifestação do Itamaraty ocorreu depois dos Estados Unidos classificarem a decisão como mais um passo na consolidação da ditadura nicaraguense e da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara divulgarem uma nota oficial de repúdio.

No domingo (19), durante o 47º aniversário da Revolução Sandinista, Ortega anunciou que a Nicarágua deixará de realizar eleições, consolidando um processo de concentração de poder iniciado há anos, marcado pela prisão de opositores, fechamento de partidos políticos, censura à imprensa e perseguição à Igreja Católica. A declaração foi interpretada internacionalmente como o fim definitivo da democracia representativa no país.

VEJA TAMBÉM:

  • Ortega escancara ditadura ao anunciar fim das eleições na Nicarágua
  • Aliada de Trump alerta que, depois de Cuba, a Nicarágua entrará na mira dos EUA

Analista vê hesitação do governo

“Deve ter encontros conversas e negociações internas. Talvez houvesse posições diferentes sobre o conteúdo da nota, e o texto divulgado tenha sido um ponto de equilíbrio depois de quatro dias de negociações”, avalia Gianturco.

Na visão do cientista político, além de tardia, a ocorrência brasileira poderia ter sido acompanhada de medidas diplomáticas concretas.

“O governo poderia, por exemplo, convocar o embaixador da Nicarágua para prestar esclarecimentos ou sinalizar disposições adicionais. Pela gravidade e pela obviedade da situação, tanto o atraso quanto a resposta do governo foram negativas”, diz.

Yolanda aponta ainda que a nota apenas resolveu um problema de comunicação, eliminando a afirmação de que o governo não havia se manifestado. “Não altere a posição substantiva, e nada nela indica que se pretende alterar. O Brasil rompeu o silêncio sem mudar de lugar”, conclui.

Comissão da Câmara, EUA e outros países reagiram com repúdio e publicações

A primeira manifestação oficial no Brasil partiu da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, que classificou o anúncio de Ortega como “deplorável e inaceitável”.

“A decisão, até o presente momento não condenada pelo governo brasileiro, reafirma a postura de um regime de esquerda ditatorial e absolutamente intolerante à pluralidade política e aos valores democráticos”, diz a nota assinada pelo presidente da Comissão, deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança e divulgada antes da manifestação do Itamaraty.

Nos Estados Unidos, membros do governo Donald Trump também condenaram a decisão de Ortega e defenderam uma resposta coordenada da comunidade internacional. Washington já havia sinalizado que a Nicarágua, ao lado de Cuba e Venezuela, estariam entre as prioridades da política externa americana para a América Latina.

A chancelaria panamenha classificou a eliminação do direito ao voto como “forte agravo” aos princípios, valores e direitos que sustentam as sociedades democráticas, e o Panamá chamou seu embaixador em Manágua para consultas, rebaixando o nível da relação.

A Costa Rica condenou e eleições livres e plurais, a ponto de uma chancelaria nicaraguense acusá-la de interferir em assuntos internos. A Guatemala sustentou que a supressão dos processos eleitorais elimina a alternância no poder, restringe os direitos políticos e enfraquece o Estado de Direito, a separação de poderes e o pluralismo político.

A República Dominicana qualificou a declaração como “aberto desconhecimento dos princípios essenciais da democracia representativa”, citou nominalmente o artigo 1º da Carta Democrática Interamericana, segundo o qual os povos da América têm direito à democracia e seus governos a obrigações de promovê-la e defender-la, e clamou às autoridades nicaraguenses a retificar a posição.

O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou a atitude da Nicarágua na quarta-feira (22), denunciando o desmantelamento do espaço cívico e a erosão contínua do Estado de Direito.

Relação com Ortega influência acontecimento do governo Lula

A demora ocorre em um contexto de relacionamento político histórico entre governos do PT e o regime nicaraguense. As relações entre Brasília e Manágua atravessam momentos de tensão desde o início do atual mandato de Lula. Entre as divergências, está a expulsão do embaixador brasileiro pela Nicarágua em 2024. Desde então, o governo brasileiro tem evitado críticas públicas mais contundentes ao regime de Ortega.

Além disso, em março de 2023, o governo brasileiro decidiu não concordar com a declaração conjunta de 55 países que denunciava crimes do governo Ortega no Conselho de Direitos Humanos da ONU, apresentando depois de a organização observar descobertas generalizadas equivalentes a crimes contra a humanidade.

Nos últimos anos, o presidente nicaraguense intensificou a repressão interna, fechou organizações da sociedade civil, retirou a nacionalidade de opositores, prendeu candidatos presidenciais e eliminou praticamente todos os espaços de oposição política.

Nota à imprensa divulgada pelo Itamaraty

Declaração do Presidente Daniel Ortega sobre a supressão das eleições na Nicarágua

“O governo brasileiro recebeu com preocupação a declaração do Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, durante ato alusivo ao 47º aniversário da Revolução Sandinista, de que em seu país ‘não voltará a haver eleições’.

Recorda que a realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um compromisso profundo.

Conclama as autoridades do país, por isso, a garantirem ao povo nicaraguense o livre exercício do direito soberano de escolha dos seus governantes.”

Compartilhe isso:

  • Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
  • Compartilhar no X(abre em nova janela) X
Tags: condenadaniel ortegadasdemocraciaeleiçõesfimitamaratylulanãoNicarágua
Postagem Anterior

Reformas planejadas ajudam a evitar desperdícios na obra

Próxima Postagem

EUA impõem nova tarifa de 12,5% a produtos brasileiros

Próxima Postagem

EUA impõem nova tarifa de 12,5% a produtos brasileiros

Deixe o Seu Comentário

PREVISÃO DO TEMPO

Fonte de dados meteorológicos: Wetter 30 tage

VENDA E ASSISTÊNCIA TÉCNICA

INVESTIGAÇÕES ULTRA SIGILOSAS 11 2825-4686

Ponte Net 98 8103-4969

https://redebcn.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Video-2026-06-28-at-10.23.20-1.mp4?_=1

INVESTIGADOR PROFISSIONAL 11 98806-4613

TERRENO EM JANAÚBA/MG (38) 9.9154-0000

JASMIRA IMÓVEIS (38) 9.8831-0162

CERTIFICADO DIGITAL SEM SAIR DE CASA

JASMIRA IMÓVEIS (38) 9.8831-0162

INVESTIGADOR DIGITAL 11 98806-4613

BCN PORTAL DE NOTÍCIAS

  • Anuncie
  • Contato
  • Home
  • Política
  • Política de privacidade
  • Quem Somos
  • Trabalhe Conosco

© 2024 Rede BCN | Todos os direitos reservados. E-mail: redacao@redebcn.com.br

Sem Resultado
Ver todos os resultados
  • Menu
    • Política
    • Economia
    • São Paulo
    • Brasil
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Saúde
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Vídeos
  • Política de privacidade

© 2024 Rede BCN | Todos os direitos reservados. E-mail: redacao@redebcn.com.br

Sair da versão mobile