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As Forças de Defesa de Israel (FDI) acusaram o grupo terrorista Hezbollah de estar se rearmando no Vale do Bekaa, no leste do Líbano, e realizaram nesta quinta-feira (26) novos ataques aéreos contra bases e infraestrutura do grupo na região. Segundo comunicado militar do FDI, os alvos incluíram estruturas utilizadas pela chamada força de elite Radwan, braço armado do grupo terrorista.
O FDI informou que a Força Aérea Israelense atingiu combustíveis militares usados para armazenamento de armas, incluindo foguetes, além de instalações destinadas ao treinamento da força Radwan. O Exército afirmou que a atividade do Hezbollah nesses locais e suas tentativas de rearmamento “constituem uma violação dos acordos de cessar-fogo entre Israel e o Líbano” e representam uma ameaça direta ao Estado de Israel.
Os ataques desta quinta fazem parte de uma intensificação das operações de Israel contra o Hezbollah no Líbano nas últimas semanas. Além do perigo de rearmamento, há também a preocupação por parte de Israel de que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, possa se juntar a Teerã em um eventual novo conflito contra Israel, especialmente no caso de confronto entre Estados Unidos e Irã. Segundo avaliações israelenses mencionadas pela imprensa local, o Irã teria que pressionar o Hezbollah para atuar em um eventual conflito regional.
Bombardeios realizados por Israel na semana passada já atingiram centros de comando ligados à unidade de mísseis do Hezbollah no Vale do Bekaa, resultando na morte de oito membros do grupo terrorista, incluindo um comandante identificado pelo Hezbollah como Hussein Mohammed Yaghi. O FDI afirmou que o objetivo das ações é destruir as capacidades de foguetes e mísseis do grupo, caso ele tente retomar as hostilidades.
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