Harvey Weinstein em julgamento em 11 de junho de 2025 Getty Images via AFP Harvey Weinstein, executivo e produtor americano, disse que a prisão é um “inferno”, em entrevista na qual insistiu em que não é culpado dos crimes pelos quais foi condenado. Ele disse que está em sua cela na prisão de Rikers Island, em Nova York, acompanhado apenas por guardas e aterrorizado pelos outros detentos. O produtor reinou em Hollywood antes de desmoronar sob os holofotes após o surgimento do movimento #MeToo. “É muito perigoso estar perto de outras pessoas. Outros vão presos para o pátio. Mas, sempre que vou lá, sinto que estou sendo vigiado”, disse Weinstein ao “The Hollywood Reporter” em uma rara entrevista publicada nesta terça-feira (10). “Uma vez, enquanto esperava para usar o telefone, pediu ao cara na minha frente se ele já tinha acabado. Ele me deu um soco forte no rosto”, contou. “Caí, sangrando por toda parte. Fiquei muito ferido”, afirmou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ascensão e queda O vencedor do Oscar, que ajudou a levar às telas filmes como “Shakespeare Apaixonado” e “Pulp Fiction: Tempo de Violência”, desfrutado durante décadas de grande poder em Hollywood, onde era considerado responsável por criar e destruir carreiras. Weinstein era conhecido por seu temperamento feroz, e a indústria por muito tempo ignorava a restrição de que ele teria usado seu poder para abusar sexualmente de mulheres. RELEMBRE O CASO: Harvey foi condenado por estupro Em 2017, investigações do “The New Yorker” e do “The New York Times” revelaram uma série de denúncias de jovens que desencadearam uma avalanche de denúncias e contribuíram para o movimento global #MeToo. A publicação original de Weinstein em Nova York, em 2020, e sua pena de 23 anos de prisão foram anuladas. Em um novo julgamento realizado em junho, porém, ele foi considerado considerado de duas acusações de agressão sexual. Um tribunal da Califórnia também o condenou por estupro e o sentenciou em 2023 a 16 anos de prisão, pena que o juiz determinou que deveria ser cumprido após o término da sentença do caso de Nova York. “Vai ficar provado que sou inocente. Eu prometo”, insistiu Weinstein referindo-se a um julgamento que voltará a analisar uma acusação de estupro. “O que eu estava fazendo de errado não era agressão sexual. Era trair minha esposa. Eu estava desesperado para esconder esse segredo dela”, afirmou. “Muita gente eu vou ver [em um quarto de hotel]. Mas houve mulheres que sabiam exatamente o que esperar. Talvez tenha se sentido mal depois ou se arrependido”, declarou. E chegou a dizer que “talvez tive visto uma oportunidade de conseguir um pagamento. Mas nem todos eram tão ingênuas quanto queriam fingir”. “Sim, havia um desequilíbrio de poder. Sei que posso ser assustador e difícil. Mas isso está muito longe de agressão sexual”, declarou. Weinstein, de 73 anos e em cadeira de rodas, afirmou que foi submetido a uma cirurgia cardíaca enquanto estava na prisão e que agora sofre de câncer nos ossos. de errado na minha vida, eu não recebi pena de morte. Vou completar 74 anos em março. Não quero morrer aqui”, afirmou.

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