O governo da França pediu nesta quarta-feira (11) a renúncia da relatora especial da ONU para os territórios palestinos, Francesca Albanese, após ela fazer comentários no último sábado (8), em um fórum em Doha, nos quais apresentam a existência de um “inimigo comum” no contexto da guerra em Gaza, se referindo a Israel.
Segundo a agência France-Presse (AFP)o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou diante dos parlamentares franceses que Paris “condena sem reservas as declarações ultrajantes e repreensíveis” feitas pela relatora, acrescentando que as falas não miraram apenas o governo israelense, “cujas políticas podem ser criticadas”, mas “Israel como povo e como nação, o que é absolutamente inaceitável”.
De acordo com a AFPa relatora participou por videoconferência de um fórum organizado pela emissora Al Jazeerano Catar, onde declarou que, “em vez de dissuadir Israel, a maior parte do mundo armou, deu desculpas políticas, abrigo político e apoio econômico e financeiro”. Na sequência, afirmou: “Nós que não controlamos grandes capitais financeiras, algoritmos e armas, agora vemos que, como humanidade, temos um inimigo em comum”.
Conforme noticiou o jornal Le Mondea relatora negociada em entrevista ao canal França 24 disse que “Israel é o inimigo comum da humanidade” e classificado como “acusações completamente falsas” e “manipulação” a interpretação de suas palavras.
Barrot declarou nesta quarta que as declarações da relatora se somam a “uma longa lista de posições escandalosas” atribuídas a ela, acusando-a de ter justificado os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023 contra Israel e de ter feito comparações entre Israel e o Terceiro Reich.
“Ela é uma política ativista que incita o discurso de ódio e preconceito a causa do povo palestino”, afirmou o ministro.
De acordo com o Le Monde20 deputados franceses enviaram carta à chancelaria francesa solicitando que a relatora seja “destituída de qualquer mandato da ONU com efeito imediato”.
Albanese foi alvo de avaliações do governo Donald Trump no ano passado. Em julho de 2025, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que a Casa Branca havia revogado os vistos dela e impostos restrições financeiras, incluindo o bloqueio de eventuais sob jurisdição americana, sob a alegação de que sua atuação configurava uma campanha política contra Israel e os Estados Unidos no âmbito de seu mandato na ONU.

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