O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira (15) a prisão de um ex-chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) durante uma abordagem da polícia de imigração na Carolina do Norte.
Procurado pela Interpol a pedido do Brasil, Felipe Linares De Oliveira Dell Aquilla (também conhecido como “Don”) foi detido depois de ser parado em uma operação de trânsito em Mooresville e se evadir do local, dando início a uma perseguição policial.
Segundo o DHS, ele é considerado um imigrante ilegal e possui uma série de antecedentes criminais em seu histórico. “Aquilla possui um mandado de prisão internacional em seu país de origem por acusações de associação criminosa e extorsão”, diz o comunicado. O criminoso foi alvo de um mandato de busca e captura da Interpol por crimes de associação criminosa e extorsão.
O crime processado foi líder do PCC e do CV, ambos classificados como organizações terroristas estrangeiras pelos EUA desde dia 5 de junho. De acordo com as autoridades americanas, ele manteve sua esposa em cárcere privado enquanto se preparava para fugir para o México.
“Aquilla tentou fugir da blitz policial em seu veículo, dando início a uma perseguição que terminou com ele colidindo com outros carros parados. Ele tentou então fugir a pé, mas foi preso logo em seguida.
As autoridades o encaminharam para uma prisão do condado, enquanto ele enfrentará acusações estaduais de fuga para evitar a prisão. O principal braço investigativo do DHS, o setor de Investigações de Segurança Interna (HSI) também está processando Aquilla por porte ilegal de arma de fogo por estrangeiro e sequestro.
Por sua vez, o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) emitiu um pedido de detenção contra ele.
O Departamento de Estado dos EUA anunciou no final de maio que o governo de Donald Trump decidiu classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, apesar das tentativas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de evitar tal designação.
Na ocasião, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que as facções eram “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”.
A decisão da gestão Trump se tornou pública depois que o governante da Casa Branca foi encontrada com Lula e com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

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