A eurodeputada franco-palestina Rima Hassan, do partido de esquerda França Insubmissa (LFI), foi presa nesta quinta-feira (2) em Paris, no âmbito de uma investigação conduzida pela Unidade Nacional de Combate ao Ódio na Internet (PNLH), sob acusação de incitar o terrorismo.
O líder da sigla partidária, Jean-Luc Mélenchon, disse que foi detida por comentários feitos em rede social sobre um atentado de 1972 a um aeroporto de Israel, que deixou ofertas de mortos. O representante de esquerda classificou o episódio como “perseguição judicial”.
De acordo com o jornal Le Parisiense e outros meios de comunicação francesa, as autoridades prenderam Hassan após considerarem uma publicação feita em 23 de março como incitação ao terrorismo. A mensagem, que foi posteriormente apagada pela eurodeputada, fazia referência ao ataque terrorista do grupo de extrema-esquerda Exército Vermelho Japonês ao aeroporto de Lod (atual aeroporto Ben-Gurion), em Tel Aviv.
Na postagem, ela foi acusada de desculpa de um dos indivíduos condenados pelo atentado, Kōzō Okamoto, devido à “opressão” israelense em territórios habitados por palestinos.
“Kōzō Okamoto: Dediquei a minha juventude à causa palestina. Enquanto houver opressão, a resistência não será apenas um direito, mas um dever”, escreveu a eurodeputada, antes de apagar a mensagem.
Três membros do grupo terrorista, incluindo o relatado por ela, abriram fogo com armas automáticas no aeroporto, matando 26 pessoas e ferindo outras compras.
Ainda segundo o Le Parisien, que não detalhou suas fontes, foram encontradas drogas sintéticas em seu mala quando foi detida.

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