
Os Estados Unidos recusaram nesta quarta-feira (1º) pedidos do México e do Canadá para que o acordo de livre comércio entre os três países, o USMCA (na sigla em inglês), fosse renovado por mais 16 anos.
O anúncio foi feito pelo representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em reunião virtual com o secretário da Economia do México, Marcelo Ebrard, e o ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne.
“Os Estados Unidos não concordaram em renovar o USMCA em sua forma atual. Como resultado, o USMCA não foi renovado. Os Estados Unidos continuarão a dialogar com o México e o Canadá para abordar as deficiências do acordo e nossos déficits comerciais com esses países”, informou Greer em comunicado.
O representante comercial dos EUA afirmou, porém, que o acordo “permanece em vigor até que essas questões sejam resolvidas ou até a sua extinção”.
“Conforme anunciado anteriormente, os Estados Unidos se reunirão com o México na semana de 20 de julho para uma terceira rodada de negociações bilaterais relacionadas à revisão conjunta do USMCA”, acrescentou Greer.
Implementado em 2020 para substituir o Nafta, o compromisso comercial anterior entre os três países, o USMCA permanecerá em vigor por mais dez anos com revisões anuais até sua expiração, conforme salientado pelo representante comercial americano, a menos que os três países concordem em renová-lo com alterações ou que alguém abandone o acordo.
Em entrevista coletiva na Cidade do México após reunião virtual, Ebrard disse não acreditar que os Estados Unidos vão retirar o USMCA antes de 2036.
“O tratado permanece em vigor até 2036. Estamos passando para um processo de revisão anual. Se os Estados Unidos queriam se retirar, já o fizeram; não há impedimento. Portanto, não querem se retirar”, afirmou o secretário mexicano, segunda informações da agência EFE.
Desde que voltou para Casa Branca, em janeiro do ano passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou uma disputa tarifária com o México e o Canadá, alegando que os dois países exploram comercialmente o vizinho e não fazem o suficiente para impedir a entrada de fentanil no território americano.

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