O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) uma investigação de seu governo para verificar se o Irã armazenou drones em Cuba.
Caso seja confirmado, o líder republicano disse que Washington tomará medidas contra a ilha.
“Se eles os tiverem, e é muito possível que tenham, lidaremos com isso”, disse os repórteres no Salão Oval, referindo-se a uma pergunta sobre a possível presença de armamento iraniano no país vizinho.
“Não vamos deixar isso acontecer”, acrescentou, observando que as autoridades americanas estão analisando se Teerã poderia estar usando Cuba como um depósito de drones, a fim de manter sua ameaça próxima ao território americano durante uma guerra.
A declaração de Trump ocorre em meio à pressão crescente dos EUA sobre o regime de Havana, após o governo americano ampliar as avaliações contra autoridades e entidades da ilha nesta segunda-feira (13).
Em maio, o portal Axios informou que o regime comunista cubano teria comprado mais de 300 drones militares da Rússia e do Irã nos últimos anos e teria planejado possíveis ataques contra alvos dos EUA na ilha em caso de escalada das escaladas com Washington, algo que a ditadura negou.
Desde janeiro, a Casa Branca intensificou a pressão sobre Cuba por meio de um bloqueio ao petróleo e avaliações que levaram empresas estrangeiras a encerrar suas atividades na ilha, o que abalou a já frágil economia que o país arrasta há décadas.
Em junho deste ano, as avaliações atingiram o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, vários de seus familiares e o coronel Alejandro Castro Espín, filho do ex-ditador Raúl Castro, irmão mais novo de Fidel Castro.
O Departamento de Justiça também apresentou uma acusação contra Raúl Castro pela sua suposta responsabilidade na derrubada, em 1996, de dois aviões de uma organização do exílio cubano, que causaram a morte de quatro pessoas.

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