O Pentágono enviará milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio nos próximos dias, enquanto o governo dos EUA pressionava o Irã para que chegasse a um acordo.
A expectativa é que 6.000 soldados a bordo dos porta-aviões USS George HW Bush e vários navios de guerra que o escoltam façam parte do novo destacamento, além de 4.200 efetivos, pertencentes ao Grupo Anfíbio Boxer e sua força operacional da Infantaria de Marinha embarcada, a 11ª Unidade Expedicionária da Infantaria de Marinha, segundas informações do jornal O Washington Post.
As tropas se juntarão a aproximadamente 50.000 efetivos que já estão presentes na região e participarão das operações, segundo o Pentágono. A revelação surge em um momento delicado de trégua, no qual os países mantêm um frágil cessar-fogo, apesar das negociações entre as delegações americana e iraniana estarem estagnadas, após o fracasso das conversas em Islamabad no último fim de semana.
É provável que a chegada dos reforços militares coincida com o fim da trégua, no próximo dia 22 de abril.
Trump afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à emissora Negócios da Raposaque a guerra no Irã pode terminar “muito em breve” e que espera que os preços da gasolina voltem aos níveis anteriores ao conflito nos próximos meses, passando pelas eleições americanas de meio de mandato em novembro.
As consequências econômicas do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em retaliação à guerra iniciada em 28 de fevereiro, continuam e marcam o divisor do conflito.
Em uma tentativa de iniciar economicamente Teerã, Trump anunciou no último domingo um bloqueio ao tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos, com o objetivo de reabrir o Estreito, uma via vital por onde circula 20% do petróleo mundial.

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