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EUA detalhes ataque ao Irã

Redação Por Redação
3 de março de 2026
Em Entretenimento
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EUA detalhes ataque ao Irã
Twitter1128254686redacaobcn@gmail.com


Caças invisíveis de 5ª geração, salvas de mísseis Tomahawk, bombardeiros invisíveis B-2, aviões de detecção avançados de mísseis e guerra eletrônica. Essas e outras armas formaram a primeira onda de ataques que atingiram mais de 1.000 alvos no Irã nas primeiras 24 horas da guerra no Irã.

O início da ofensiva americana foi detalhado pelo general Dan Caine, chefe do Estado Maior Conjunto dos EUA em entrevista na segunda-feira (2). Essas informações, combinadas com dados divulgados pelas Forças de Defesa de Israel, fornecem um panorama da fase inicial da ofensiva militar no Irã.

Veja abaixo que se sabe dos ataques.

VEJA TAMBÉM:

  • Trump diz que é “tarde demais” para negociar com o Irã após operação militar

  • Quais foram os alvos dos EUA e Israel nos ataques ao Irã?

Ordem de partida

Segundo o general Caine, o presidente Donald Trump autorizou o ataque ao Irã às 15h38 (1h38 de sábado em Teerã) de sexta-feira (27). A ordem de Trump ao Comando Central dos EUA foi: “a Operação Fúria Épica está aprovada. Sem aborto. Boa sorte”.

Segundo Caine, as primeiras providências foram colocar em prontidão as armas de defesa antiaérea em bases terrestres e embarques americanos. Os pilotos revisaram imagens de seus alvos e repassaram o plano de ataque. Caças foram transportadas com mísseis e aviões de reabastecimento foram preparados para decolar.

Os porta-aviões Abraham Lincoln e Gerald Ford navegaram então para seus pontos de lançamento, a posição ideal para a decolagem de aeronaves. Caine disse que o objetivo era agir com “velocidade, surpresa e violência”.

Onda sincronizada de ataque

Os primeiros ataques foram virtuais. O Comando Cibernético e o Comando Espacial dos EUA lançaram ações (não cinéticas) de guerra eletrônica e ataques de hackers para melhorar as comunicações e os radares do Irã. A ideia era que os postos iranianos reportassem avistamentos de aeronaves e os comandantes só conseguissem perceber que o país estava sendo atacado quando fosse tarde demais para proteger os alvos iniciais.

Por volta das 9h45 do Irã (1h15 nos EUA) mais de 100 aviões americanos e salvas de mísseis Tomahawk, lançados de navios de guerra dos EUA, formaram uma onda sincronizada de ataques. Os americanos atingiram inicialmente o flanco sul do Irã e seguiram para a região central do país.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter enviado cerca de 200 aeronaves que decolaram das bases aéreas do país, viajaram até o Irã e tiveram seu ataque pelo oeste. Essas caças destruíram inicialmente defesas antiaéreas e bases da aeronáutica iraniana. Dessa forma abriram passagem para bombardeiros que tinham como missão eliminar a política de elite do regime iraniano, especialmente na capital Teerã.

O governo israelense divulgou no sábado (28) que o plano inicial de um ataque conjunto durante a noite foi adiado para obter o efeito surpresa.

O general Caine, dos EUA, disse que o ataque aconteceu à luz do dia devido a um “evento deflagrador acelerado pelas Forças de Defesa de Israel, possibilitado pela comunidade de inteligência dos Estados Unidos”.

Segundo analistas militares, essas falas são uma referência ao fato de agências de inteligência americanas terem descoberto que o então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi encontrado com membros da cúpula do Conselho Nacional de Segurança às 9h40 do horário local em um complexo residencial.

O “evento deflagrador” era a possibilidade de eliminar o logotipo de Khamenei no início da operação, segundo o jornal americano New York Times. A tática deu certo e a morte do líder supremo do Irã foi confirmada ainda no sábado.

Imagens de satélite mostram resultado de ataque de americanos e israelenses na base de Konarak, no Irã (Foto: IMAGEM DE SATÉLITE 2025 VANTOR/EFE)

Caças de 5ª geração e aviões anti-radar

Enquanto os israelenses focavam seus ataques na eliminação da elite política e militar do regime iraniano, os Estados Unidos concentravam seus bombardeios na destruição de prédios e estruturas usadas no comando e controle das forças iranianas, bases navais e a marinha de guerra, equipamentos e estruturas de lançamento de mísseis e locais usados ​​pela estrutura de inteligência iraniana.

O general Caine disse que caças de 4ª e 5ª geração foram utilizadas nesses ataques. Os mais avançados são os de 5ª geração, representados nas forças dos EUA pelo F-35 e pelo F-22 Raptor.

Eles caçaram principalmente das caças “normais” por serem invisíveis ao radar inimigo e possuírem sensores e sistema de comunicação avançados que tornam os ataques conjuntos mais eficientes. São usados ​​no Irã principalmente para atacar sistemas de defesa antiaérea, navios de guerra e como escolta de bombardeiros estratégicos, pois têm alta capacidade para abater mísseis e “invisibilidade”.

Os aviões de quarta gerações indicados são principalmente os F-15 e os F-14. Eles foram construídos para superar gerações anteriores de caça em capacidade de manobra aérea e aberta para atingir outros aviões como alvos em terra. Substituíram caças da época das guerras da Coreia e do Vietnã, cujas capacidades se baseavam especialmente em velocidade e combate de longa distância, e hoje são os aviões de ataque que os EUA têm em maior quantidade.

Eles são usados ​​principalmente para bombardear instalações militares, como casasmatas, depósitos de munição, fábricas de armamentos e estruturas de lançamento de mísseis balísticos. Eles atuam em geral depois que as caças de 5ª geração e os mísseis Tomahawk já destruíram as defesas antiaéreas.

Outro tipo de caça de 4ª geração que teve papel importante na campanha aérea é o F-18 Growler. Ele é lançado de porta-aviões e tem a função de guerra eletrônica. Emitindo ondas de rádio de alta frequência, ele causa interferências no radar inimigo. Os operadores iranianos passam a receber ruídos e informações falsas de alvos no radar, o que facilita a infiltração dos aviões de ataque.

O general Caine afirmou que já no primeiro dia de combate os EUA obtiveram a chamada superioridade aérea local. Ou seja, os aviões da coalizão EUA-Israel poderiam voar com vantagem sobre os iranianos, degradando cada vez mais a capacidade de defesa aérea do país.

Israel declarou no domingo (1) ter atingido junto com os EUA a “supremacia aérea”, um passo além da superioridade aérea, quando as forças de defesa do Irã não representam mais ameaça aos aviões americanos e israelenses. No entanto, na segunda-feira (2), foram registradas tentativas de ataque de aviões iranianos Sukhoi contra países da região. Isso significa que a força aérea iraniana não foi destruída e ainda possui alguma capacidade de operação.

O Bombardeiro B-2 Spirit voltou a ser usado no Irã para atacar bases subterrâneas. (Foto: USAF/Wikimedia Commons)

Bombardeiros estratégicos e drones kamikase

Outra informação revelada pelo general Caine é o uso dos bombardeiros estratégicos invisíveis ao radar B2 Spirit na campanha atual no Irã. Eles já foram empregados na Guerra dos 12 dias, em junho do ano passado, para lançar as bombas GBU-57 MOP, as únicas capazes de penetrar quantidades de metros no subsolo para destruir bases subterrâneas. Os EUA são o único país que possui essa capacidade militar. O alvo da ocasião foi a base de Fordow, onde o Irã fazia enriquecimento de combustível nuclear.

De acordo com o general, esses bombardeiros estão sendo lançados de solo americano e fazem voos de 37 horas para atacar alvos no Irã. Caine não deixou claro se as aeronaves participaram da primeira onda de ataques ou apenas dos bombardeios subsequentes. Ele também não disse quais eram os objetivos estratégicos do Spirit, mas analistas estimam que estão sendo usados ​​novamente para atacar bases subterrâneas do Irã.

Ó grupo de reflexão O Instituto de Estudos da Guerra revelou também que bombardeiros estratégicos hipersônicos B1-B Lancer, capazes de transportar bombas de 34 mil quilos, foram utilizados no domingo (1) para atacar sistemas de lançamento de mísseis balísticos do Irã. Esses são os mísseis de longa distância que o Irã usa para atacar Israel.

O chefe das forças armadas dos EUA também revelou que estão sendo usados ​​no campo de batalha por aviões capazes de detectar lançamentos de mísseis em solo iraniano. Eles repassaram informações para centros de comando que coordenaram a ativação de caças e de baterias antiaéreas para atacar esses mísseis e atacar os pontos de onde estão sendo lançados.

Os EUA também afirmaram estar utilizando drones kamikaze do tipo LUCAS, similares aos iranianos Shahed. Essas são armas de produção relativamente rápida e barata, que atacam alvos próximos a longa distância usando tática de enxame. Ou seja, centenas de drones são lançados ao mesmo tempo para saturar as defesas aéreas do inimigo.

O general Caine afirmou que os EUA e Israel já lançaram centenas de milhares de munições contra o Irã. O presidente Donald de Trump disse que uma campanha militar pode durar quatro semanas.

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